Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 13/09/2021
A série americana “House” aborda a questão da automedicação, por intermédio do personagem House, o qual faz uso de medicamentos de maneira compulsiva e compromete a sua saúde. Para além da ficção, o ato de medicar-se sem indicação médica também faz parte da realidade de muitos brasileiros. Logo, torna-se fundamental discutir a falta de esclarecimento da população diante disso e a normalização dessa prática.
Em primeira análise, é importante salientar que a escassez de aclaramento para a sociedade é um dos fatores que aprofundam essa problemática. Assim como, pode ser observado no documentário “Take your pills”, original da Netflix, o qual é preciso ao tratar sobre o uso de substâncias medicamentosas psicoestimulantes. Isto posto, a película por meio de uma série de entrevistas colabora para comprovar que muitos indivíduos submetem-se a tratamentos por conta própria visando benefícios e, frequentemente, desconhecendo os malefícios. Dessa forma, é perceptível a relevância de se desconstruir a falta de informação sobre os perigos da automedicação.
Além disso, é válido destacar que a normatização da compra e uso de medicamentos sem supervisão médica também potencializa essa situação. Sendo que, até o ano de 2010 era possível comprar antibióticos sem prescrição médica no Brasil. O que, por conseguinte, levava a uma grande incidência de automedicação, visto que não havia nenhuma restrição legal. Nessa perspectiva, é visível que a regulamentação recente de uma classe de remédio popular colabora para o início de um processo de contenção da prática, o que poderá ser mais expressivo a longo prazo.
Portanto, para conter a automedicação no país, é viável que o poder público, na figura da Organização Mundial da Saúde, promova campanhas midiáticas e debates com profissionais da saúde sobre os problemas e perigos da ação de automedicar-se, usando como suporte os canais abertos, com o objetivo de alcançar o maior número de pessoas. Além disso, a Anvisa pode colaborar com uma fiscalização mais eficiente em postos de vendas de medicamentos, para garantir o cumprimento da legislação. Desse modo, será possível conscientizar a população e romper com padrões nocivos.