Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 01/07/2021

Para a OMS (Organização Mundial da Saúde), “automedicar-se é um direito que todo indivíduo possui de assumir uma parcela pela própria saúde”, essa é uma forma de aliviar e desonerar o sitema de saúde dos casos simples e de fácil resolução. Entretanto, apesar de se tratar de uma garantia da OMS, a realidade sobre o uso demasiado da automedicação, está longe de ser comedido. Sendo assim, um risco a saúde da população.

Mormente, vale ressaltar que o problema advém, em muito, do uso inadequado de medicamentos feito pelo homem. Segundo a Doutora Marislei Espíndola, “o ser humano busca o medicamento perfeito, a vacina certeira. Qualquer coisa para que não precise mudar hábitos.” Esse status conduz à gênese de uma parcela da sociedade, a qual é rebaixada a uma condição de indivíduos “doentes”. Assim, é fulcral a tomada de medidas de forma a atenuar a problemática em questão.

Ademais, a formação histórica da sociedade brasileira serve de base para manutenção do uso exacerbado da automedicação. Isso porque, de acordo com os dados do Sinitox (Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas), “o consumo inadequado de remédios é a principal causa de intoxicação”. Sendo assim, a causa da ineficácia de tratamentos médicos e levando ao aumento da resistência de microorganismos no corpo humano.

Conclui-se que ações são necessárias para mitigar a lide do uso da automedicação. Para tanto, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (órgão responsável pela fiscalização, monitoramento e consulta de produtos irregulares), deverá promover a valorização da saúde dos brasileiros, por meio de campanha publicitária nos principais veículos de comunicação, com o intuito de assegurar uma mudança no pensamento social. Dessa forma, a OMS (Organização Mundial da Saúde) estará mais fortalecida.