Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 26/06/2021
No ano de 2020 o Brasil foi o país que mais consumiu calmantes no mundo, o consumo de Rivotril, benzodiazepínico que age no sistema nervoso como um ansiolítico, foi um recorde em todo o mundo.
Por si só esse dado seria alarmante, uma vez que diz muito sobre a saúde mental da população brasileira. No entanto a gravidade desse dado é muito maior levando-se em consideração que uma considerável parte desse montante veio da automedicação.
Automedicação é o ato de consumir remédios sem prescrição médica, e é muito comum entre brasileiros por mais que não se trate de excluvidade do país. Trata-se de um ato perigoso, uma vez que muitos fármacos possuem efeitos colaterais ou indesejados pelo paciente, basta atentar-se a bula de medicamentos e conferir que muitos deles possuem os mais diversos efeitos colaterais, como perda da conciencia e outros ainda mais graves, e se tratando de psicotrópicos e remédios controlados o efeito de dependência deve ser levado em conta.
A medicina é uma ciência milenar, que surgiu simultâneamente em diversas partes do planeta, sempre com um objetivo em comum, garantir uma melhor qualidade de vida e tratar enfermos. No entanto com o advento das tecnolgias de comunicação tal área da saúde tem enfrentado dificuldades para exercer um trabalho tão importante, uma vez que basta jogar algum sintoma que se sente em um site de pesquisa e um diagnóstico será obtido em menos de 10 segundos. Porém vale-se atentar que na maior parte das vezes tratam-se de diagnósticos superficiais, uma vez que a anamnese é parte substancial da medicina e sem esse contato paciente-médico torna-se difícil a obtensão de uma diagnose válida.
O pensamento do censo comum ao se automedicar gira em torno de situações de pessoas do seu ciclo de convivência que tiveram sintomas semelhantes e consumiram determinado medicamento e se trataram. No entanto ao se lidar com o corpo humano um mesmo indicador pode sinalizar os mais diversos problemas, e não cabe a internet nem a ninguém não qualificado diagnosticar alguém.
E para garantir a saúde e o diagnóstico de qualquer cidadão ao passo de evitar a superlotação do sistema público de alta complexidade no país políticas públicas podem ser tomadas, como por exemplo a triagem de pacientes quanto a seu risco e necessidade do tratamento, normalmente realizado pelo médico da família que são profissionais da área de saúde que se profissionalizam em atender determinada região, conhecendo os pacientes e dessa forma podendo garantir que o diabético não vá ser atendido durante o período a qual um acidente grave necessite de atenção por exemplo. E é dever do Estado através do Ministério da Saúde garantir que esse braço do SUS seja cada vez mais frequente