Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 26/10/2019
O processo de consolidação de uma sociedade mais saudável e harmônica começa, sobretudo, a partir de caminhos que garantem a saúde e o bem-estar a todos, a exemplo da Constituição Federal de 1988. Todavia, no contexto atual brasileiro, nota-se que há um alto número de indivíduos que se automedicam, o que acaba por prejudicar a saúde e a qualidade de vida dessas pessoas. Com efeito, há a necessidade de uma ação conjunta do poder e público e sociedade civil com o fito de reverter esse quadro.
De fato, a automedicação é absolutamente prejudicial à saúde dos indivíduos, uma vez que ao fazer o uso de algum medicamento sem prescrição médica, essa droga pode gerais efeitos colaterais, como: alergias, náuseas, dores no corpo e piora do quadro clínico. Em verdade, esse panorama adverso é proveniente da escassez de políticas públicas criadas pelo governo que tem como objetivo informar os indivíduos sobre os perigos da automedicação, além da precaridade dos hospitais públicos em grande parte do país, que sofrem com a falta de médicos e estrutura adequada. Desse modo, os cidadãos sofrem com a desinformação no tocante as consequências da automedicação e com a ausência de acompanhamentos médicos que poderiam instrui-los a fazer o uso correto de alguma droga.
Além disso, a escassez de debates educacionais e informativos promovidos por famílias e escolas corroboram para a manutenção desse quadro, visto que os ambientes escolares devem esclarecer os alunos sobre as consequências da automedicação. É o caso, por exemplo, da divulgação de pesquisas que comprovam a influência dos antibióticos, que são administrados de maneira incorreta, o que contribui não apenas para o processo maior resistência das bactérias como também para a diminuição da eficácia dos medicamentos. Acresça-se a isso a omissão das famílias no que se refere a diálogos sobre o tema supracitado, o que colabora para a permanência dessa problemática, visto que os jovens que não são notificados sobre esse ato continuam fazendo o uso indevido dos medicamentos.
Portanto, medidas devem ser tomadas para reverter esse quadro maléfico a nação. Sendo assim, cabe ao Ministério da Saúde investir, em regime de urgência, na criação de campanhas midiáticas de amplo alcance, divulgadas por meio de televisões, jornais, internet, que abordam os consequências da automedicação, com o fito de informar esses cidadãos, esse mesmo agente deverá, ainda, investir na melhoria da estrutura dos hospitais públicos. Outrossim, as escolas e as famílias devem promover campanhas com profissionais da saúde, no âmbito escolar, a fim de alertar os jovens sobre os perigos da automedicação e a sua influência na eficácia dos medicamentos no organismo dos indivíduos.Desse modo, essas medidas podem ajudar a solucionar o problema em questão.