Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 25/10/2019

O descaminho para o sucesso

A automedicação causa sérios riscos para a saúde, mas é uma prática comum entre os brasileiros. Em casos como dores de cabeça ou musculares, cólicas menstruais, entre outros, essa prática é desejável, uma vez que auxilia a não sobrecarregar ainda mais o sistema de saúde. Contudo, a população deve ficar atenta ao uso exagerado e sem prescrição de anabolizantes e remédios de potencialização cerebral, pois causam tantos riscos à saúde quanto qualquer outro medicamento.

Em primeiro lugar, na sociedade contemporânea, a aparência tem muito valor. Por isso, ser bem sucedido e ter um corpo escultural tornam-se regras no padrão imposto pela cultura do século XXI. Apesar de os anabolizantes promoverem um rápido aumento de massa muscular, quando em excesso, podem causar danos ao fígado, dificuldades de circulação e até cânceres. Segundo o médico Drauzio Varella, “grande parte dos anabolizantes vendidos em academias são substâncias que entram contrabandeadas no Brasil, sem passar por nenhum controle de qualidade”, assim os riscos aumentam.

Além disso, o imediatismo e as exigências das empresas fazem com que muitos procurem por soluções velozes para elevar a produtividade nos estudos e no trabalho. Por consequência, essas pessoas usam medicamentos específicos para quem sofre de transtorno de déficit de atenção, de modo a passarem horas sem dormir e concentradas nas tarefas. Porém, a ingestão indiscriminada dessas substâncias causa graves distúrbios, como problemas cardíacos, aumento da ansiedade, depressão e até suicídio. Conforme o professor de neurociência, Lucien Thomson, “sabemos que a atividade cerebral melhora com o exercício. As pessoas levam um estilo de vida sedentário e querem resolver isso com uma pílula”. Ou seja, atividades físicas são um recurso benéfico.

Diante do exposto, antes que mais pessoas busquem resultados vertiginosos e perigosos, é preciso intervir. Logo, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com os veículos midiáticos informarem os indivíduos sobre os riscos do emprego exacerbado de remédios potencializadores. Essa medida deve ser feita por meio da criação de campanhas publicitárias impactantes com casos reais para aumentar seu convencimento, além da realização de palestras informativas para jovens e adultos. Dessa maneira, haverá como resultado a redução não só do uso dessas substâncias, mas também do vício ainda cedo. Assim, a saúde será priorizada.