Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 24/10/2019
A série “Euphoria” retrata a vida de Rue que desde a infância roubava pílulas usadas no tratamento de câncer do pai, depois de ingerir os medicamentos rotineiramente Rue desenvolve um vício em drogas. Não distante da ficção, na contemporaneidade brasileira,a utilização excessiva da automedicação se tornou um costume.Logo, esse auto tratamento acontece devido a facilidade de compra em qualquer farmácia, assim como, a busca por um diagnóstico utilizando apenas informações da internet. Dessa forma, é necessário analisar tais fatores para que então possam ser atenuados.
Em primeiro lugar, é válido reconhecer que as indústrias farmacêuticas simplificam a compra de remédios, pois visam apenas o lucro. Em virtude disso, Leonardo Régis, professor do departamento de ciências farmacêuticas da USP, afirma que, um profissional mal treinado faz uso da “empurroterapia”, que é oferecer vários medicamentos, ou deixar o paciente comprar apenas para alcançar metas de venda.Por conseguinte, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária(Anvisa), 10% das internações hospitalares são causadas por reações adversas de fármacos usados em excesso. Por isso, é substancial que as farmácias priorize o consumidor alertando não só dos benefícios como também dos malefícios que os medicamentos sem prescrição podem causar.
Em segundo lugar, com o desenvolvimento da tecnologia se tornou frequente o uso da internet para se autodiagnosticar com apenas um “clique”. Nesse sentido, o Google, principal fonte de pesquisa, criou uma ferramenta de busca que informa os sintomas, causas, prevenção e tratamentos de qualquer doença procurada. Assim, de acordo com as informações de dados do próprio Google, uma a cada 20 pesquisas realizadas é para obter esclarecimentos sobre questões relacionadas a doenças.Devido a isso, a coletividade passa a se automedicar sem se informar dos efeitos colaterais. Desse modo, é importante que a população se conscientizem de que a identificação de doenças por meio da internet tem possibilidade de está errada, pois muitas enfermidades têm sintomas que são semelhantes.
Destarte, é essencial medidas para conter a automedicação na sociedade. Cabe ao Ministério da Saúde, que oriente a indústria farmacêutica, por meio de treinamentos especializados aos profissionais, com o intuito de não permitir os empregados venderem mendicamentos visando alcançar apenas metas de venda, mas sim conduzir a compra do consumidor de forma responsável para que então a automedicação seja consciente. Cabe também ao Ministério da Educação, o dever de informar a população dos perigos de automedicar-se somente com base em pesquisas na internet, por meio de palestras e debates realizadas em escolas e faculdades, visando a importância da prescrição médica. Para que então, possa ser evitado o uso indevido de remédios como o caso da personagem Rue.