Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 20/10/2019
O direito à saúde e o bem-estar são assegurados pela Constituição Federal de 1988 em seu artigo 6°, dentre outros direitos sociais. Contudo, configura-se que os brasileiros ainda não vivem o que é confirmado pela norma de maior peso para a sociedade, uma vez que, todos os anos há um aumento no uso de medicamentos sem prescrição médica.
A automedicação está inserida de forma cultural para o brasileiro há muitos anos, principalmente remédios naturais ou fármacos anódinos (paliativos). O que parece inofensivo pode tornar-se algo sério, pois todo medicamento causa efeitos colaterais adversos ou pode existir interações com outras substâncias, e até reações alérgicas.
Ademais, a fragilidade do Sistema Único de Saúde é uma das causas da cultura de automedicação, evidenciada no Brasil. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra “modernidade líquida”, algumas instituições – incluindo o Estado – perderam sua função social. Logo, transferem para a sociedade a função de solucionar os problemas.
Portanto, têm-se a necessidade que, como dita a Constituição Federal de 1988, a saúde e o bem-estar sejam devidamente garantidos. Logo, a Agência Nacional de Saúde Suplementar, por meio de mídias sociais e televisivas, deve mostrar as consequências perniciosas do uso de medicamentos sem o acompanhamento médico. Com essa iniciativa, da ANS, a população passaria a ter muito mais informações, visando ao incentivo à medicação saudável.