Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 20/10/2019
O uso de ervas medicinais é identificado,por meio de textos antigos, desde o período Paleolítico.No século XXI, com as inovações na biotecnologia e o fácil acesso, o uso de remédios ficou mais intenso.A automedicação tem sido muito discutida no atual contexto, tendo como causa a precariedade da saúde pública e os incentivos diários.
Émile Durkheim, sociólogo francês, compara a sociedade a um ser vivo por ser, assim como esse,composta por parte que interagem entre si.Assim, para que esse organismo seja igualitário e coeso, é necessário que os diretos de todos cidadãos sejam garantidos.Todavia, isso não ocorre na prática uma vez que o sistema de saúde pública nem sempre funciona.Nota-se que em várias regiões não há médicos, hospitais, suficientes para atender a demanda populacional.Conforme pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo no estado do Maranhão o índice de médico por mil habitantes é de 0.8,enquanto a recomendação da Organização Mundial da Saúde é de 1 médico para cada mil habitantes.Logo, devido a essa dificuldade em obter um atendimento de qualidade as pessoas se automedicam e a consequência disso são as internações, mortes por alergia.
Observa-se que a partir da mecanização da produção, houve um estímulo ao consumo como forma de manter o capitalismo.De acordo com o filósofo alemão Karl Marx, para que esse incentivo ocorresse, criou-se a idealização de mercadorias.Através das propagandas, foi possível construir a ilusão de que determinado medicamento é benéfico para todos os indivíduos.Dessa forma, as pessoas são incentivadas pela indústria farmacêutica a comprar remédios sem a indicação de um profissional.
Portanto,cabe ao Ministério da Saúde, Ministério Educação em parceria com o Governo Federal mudar esse contexto. Portanto,é preciso que tais órgãos melhorem o sistema de saúde pública por meio de investimentos na medicina preventiva e familiar, criando hospitais-escola nas regiões carentes e oferecer bolsa de estudos aos médicos com objetivo de atrair profissionais para as áreas abandonadas.Dessa maneira,a população teria acesso a uma saúde de qualidade e buscaria ajuda profissional invés da automedicação.Além disso, é dever do Estado em conjunto com o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, fiscalizar comerciais relacionados a medicamentos, com o fito de que esses sejam apresentados de forma não idealizada.