Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 13/10/2019

É perceptível, na contemporaneidade, que a humanidade tem caminhado a passos largos para uma crise médico-sanitária em detrimento da utilização demasiada de medicamentos, ocasionando, por vezes, em mortes e no surgimento de superbactérias. Nesse sentido, faz-se válido analisar essa  problemática.

Em primeira caso, é importante evidenciar o aumento do número de mortes em virtude do uso indiscriminado de medicamentos. Logo, é válido mencionar um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP), o qual revelou que 80% dos brasileiros se automedicam. Essa realidade é assustadora, visto que, conforme dados do SUS, tal prática é uma das grandes responsáveis pelos óbitos do país. Nesse cenário, é nítido que o uso indevido dessas drogas é um problema de saúde nacional e, portanto, deve ser tratada como tal.

Outrossim, é mister considerar o aparecimento de superbactérias como um fator preocupante. Sob essa perspectiva, os conceitos Darwinistas podem ser aplicados, com isso, se observa o ambiente a selecionar os indivíduos mais adaptados. Não obstante, tal seleção se intensificou nas últimas décadas com a utilização demasiada de antibióticos, pois inúmeros indivíduos não completam o ciclo de tratamento prescrito por profissionais da saúde o que, por conseguinte,ocasiona no aparecimento de bactérias que adquirem imunidade a esses medicamentos.

Diante da problemática abordada, urge que o Ministério da Saúde - Órgão responsável por fiscalizar a saúde no país - em parceria às mídias crie campanhas que visem a conscientização, a fim de que a sociedade tenha conhecimento dos riscos envolvidos na automedicação. Para isso, educandos da área da saúde das Universidades Federais e Estaduais do país devem ser convocados à realização de palestras em todo o território nacional, tais eventos serão organizados por essas instituições e o Estado ficaria responsável por financiar os custos. Vale salientar que nessas conferências seria abordado os riscos envolvidos na prática do uso indiscriminado de remédios, estes variando desde a criação de superbactérias e ocasionais mortes. Dessa forma, espera-se uma diminuição na prática da automedicação.