Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 29/09/2019
No documentário estadunidense “Take your pills”,é retratado como tornou-se comum o uso de medicamentos sem prescrição médica na sociedade hodierna.Porquanto,tal pratica, apesar de maléfica ainda continua consistente,seja por negligência governamental,seja por influência midiática.Com efeito,cabe aferir as causas e consequências dessa problemática,a fim de mitigar o seu índice no Brasil.
Faz-se mister ressaltar,antes de tudo,as ações do Estado e da Mídia como promotoras da automedicação.Tendo em vista,o sistema de saúde pública deficitário,a qual o indivíduo passa horas na procura por atendimento médico que em alguns casos não acontece,aliado ao grande número de propagandas sensacionalistas da indústria farmacêutica faz com que o cidadão comum-sem o conhecimento sobre os impactos de tal pratica-tenha a necessidade e o desejo de automedicar-se.Em virtude disso,conforme Aristóteles em Ética a Nicomato,o Estado serve para garantir a felicidade dos cidadãos,entretanto esse conceito configura-se deturpado no Brasil,no tocante á saúde pública,haja vista os transtornos imediatos e futuros causador por essa indiligência.
É importante salientar,ainda,os efeitos colaterais do uso inadvertido dos fármacos.Isso decorre,pelo fato de a pessoa sem o conhecimento de diagnóstico, usa um medicamento que pode potencializar ou mascarar um sintoma e ocasionar,também,a resistência de algumas doenças aos remédios,por consequência agravará gradativamente o seu quadro clínico.Prova disso,é que de acordo com a OMS(Organização Mundial da Saúde),10% da internações hospitalares são de reações adversas a medicamentos.Dentro dessa perspectiva,fomentar medidas de conscientização não só evitará a automedicação,mas também que doenças futuras sucedam.
Fica evidente,portanto,que o Estado e a Mídia devem providenciar deliberações,na finalidade de evitar que as cenas retratadas em “Take your pills " ocorram no cenário brasileiro.Destarte,impera o Governo Federal proporcionar o acesso á uma saúde pública de qualidade,por meio do redirecionamento de verbas á medicina preventiva,construindo novos Postos de Saúde com profissionais qualificados que estejam a disposição da população para consultas e prevenção de patologias,a fim de impedir que o doente recorra a outras fontes para medicar-se.Concomitantemente,o Ministério da Saúde precisa informar a população sobre os impactos da automedicação para o bom funcionamento do organismo,mediante a criação de propagandas nas emissoras de TV aberta com casos reais de pessoas que se automedicaram e não tiveram um bom resultado.Quiça,o Estado tão sonhado por Aristóteles será real.