Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 24/09/2019

Durante a década de 1940, ocorreu a Segunda Guerra Mundial, o qual permeou um crescimento considerável na indústria medicamentosa, de forma que os soldados se medicavam sem prescrição médica, para manter sua saúde no período da guerra. De maneira análoga, hodiernamente, tal prática de automedicação se expandiu no país e tornou-se motivo de debate no século xxI, posto que essa ação é prejudicial à vitalidade do individuo. Frente a esse cenário, faz-se necessário analisar os riscos da ingestão de medicação sem aval médico e a influência cibernética nesse hábito.

A princípio, vale ressaltar que a realização de tomar medicamentos sem autorização contribuem para a ocorrência de problemas de saúde. Segundo Philippus Aureolus, médico e cientista da saúde, ele afirmava que na natureza não havia nada que não fosse venenoso, o que iria diferenciar seria a dosagem administrada. Nesse contexto, nota-se que a sociedade atual, não tem consciência do que uma medicação em quantidade inadequada, ou seja, a ingestão com proporções incorretas, não sendo determinadas por especialistas, pode fomenta sérios problemas à saúde de modo inclusive a levar à morte, facilitar a resistência de microrganismos que compromete a eficácia de tratamentos e, ainda reações alérgicas, intoxicação medicamentosa e dependência. Dessa forma, é imprescindível que seja repensado formas de melhoras essa problemática.

Além disso, convém ponderar que a internet colabora para o agravo da consumo de remédios sem aconselhamento. Consoante aos avanços das telecomunicações, em meados do século xx, especificamente no ano de 1950, aconteceu a Revolução Técnico-Científica-Informacional que permitiu melhorias nas pesquisas e forma de adquirir informações rápidas que antes só se tinha mediante á especialistas. Contudo, todo esse progresso tecnológico promoveu o aumento dos índices de automedicação, uma vez que a população começou a utilizar empresas virtuais como o “Google” para sanar um resfriado e uma febre, porém ao consultar alguns “websites” uma simples gripe é diagnosticada como uma grave doença, visto isso o panorama atual deu-se o nome de cibercondria a doença da era digital. Sendo assim, é notório os impasses de se automedicar pode ser prejudicial. Torna-se evidente, portanto, que é imperativo a realização de medidas que atenuem a prática de automedicação. Desse modo, cabe ao Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação, promover a realização de campanhas que elucidem a importância de ir ao médico para ter um diagnóstico e dosagem correta e, ainda demonstrar os malefícios desse hábito, por meio da mídia que divulgará, visto que ações midialísticas têm imenso alcance ao público, com o objetivo de mitigar o costume de se automedicar. Posto isso, o avanço no período da Segunda Guerra será positivo para o país.