Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 10/09/2019

Automedicação consiste na prática de tomar remédios sem a avaliação prévia de um profissional de saúde. Esse hábito, longe da teoria, representa um dos maiores desafios no Brasil, o qual se expande para a maioria da população, mas que afeta principalmente os jovens. Assim sendo, cuidadosas análises hão de ser realizadas para combater o consumo exacerbado de medicamentos.

Sob uma primeira análise, a automedicação pode colocar em risco a saúde de quem a pratica. Nesse viés, o gregos utilizavam a palavra pharmakon para designar tanto remédio quanto veneno. Dessa forma, assim como o remédio pode trazer benefícios, o mal uso pode transformá-lo em uma substância maléfica para o organismo humano. Nessa perspectiva, os jovens, principalmente universitários, utilizam exacerbadamente medicamentos que os auxiliam em resultados desejados para benefício próprio, mas que futuramente trarão sérios riscos para a saúde deles. Desse modo, há de se definir estratégias pelo Poder Público para evitar a automedicação dos jovens.

Nesse contexto, o documentário “Take your pills” apresenta comportamentos de adolescentes norte-americanos, no ambiente de graduação, que tomam diariamente o medicamento adderall — substância farmacológica usada para o tratamento de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), composta a partir da droga anfetamina. Isso ocorre devido ao seu efeito de concentração absoluta, ação essa que os jovens atualmente procuram para realizar atividades acadêmicas e, até mesmo, “ir bem nas provas”. Entretanto, apesar desse medicamento ser aceito nos Estados Unidos, esse exemplo mostra como é a realidade de diversos jovens, que para alcançar melhore notas, fazem o uso indiscriminado de remédios. Já no Brasil, embora esse medicamente não seja permitido, outros são usados pelos adolescentes. Sendo assim, se não houver fiscalizações corretas, esse desafio ainda persistirá na sociedade.

Portanto, para que a automedicação seja minimizada, urge que o Ministério da Educação — entidade responsável pela criação e manuntenção do sistema de ensino — crie debates com docentes, discentes e médicos das universidades e escolas do Brasil, para serem exclarecidos os riscos que esse medicamentos em excesso trazem. Além disso, é necessário que o mesmo órgão inclua consultas gratuitas com psicólogos, para auxiliá-los a não praticarem esse ato. Com efeito, o problema da automedicação poderá ser mitigado no Brasil.