Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 05/09/2019

O ato de automedicar-se é uma das práticas dos primeiros habitantes das terras brasileiras, os índios. Os povos indígenas consumiam plantas medicinais e ervas como medicamento. Entretanto, hodiernamente, a automedicação persiste no Brasil em virtude da dificuldade nos atendimentos médico-hospitalar e sobretudo no livre acesso aos medicamentos, sem quê - em geral - o indivíduo apresente uma prescrição médica.

A priori, convém ressaltar que, a Constituição Federal de 1988, reconhece a saúde como direito de todos e dever do Estado aos povos da mesma nação. Entretanto, na atual conjuntura, é possível notar a escassez que a população encontra nos serviços do sistema de saúde brasileiro, incluindo a demora nos atendimentos. Desse modo, o cidadão em busca de praticidade, recorre ao uso irresponsável de analgésicos e outros fármacos, afim de aliviar suas disfunções á curto prazo.

Além disso existe um dito popular que reflete o pensamento retrógrado da sociedade, ele diz: ‘‘De médico e louco todo mundo tem um pouco.’’ Ou seja, o provérbio afirma que qualquer um pode exercer o papel de um profissional qualificado, o que não corresponde á verdade. Em consequência disso, conforme o levantamento do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade 79% dos brasileiros, em sua maioria jovens entre 16 e 24 anos tomam remédios sem receita.

Infere-se, portanto, que o Ministério da Saúde amplie sua rede de atendimentos, através de acompanhamentos periódicos, por meio de pequenas clínicas como as já existentes, fazendo com que a defasagem diminua. Faz-se necessário que a  (ANVISA) Agência Nacional de Vigilância Sanitária, fiscalize as farmácias e oriente farmacêuticos e balconistas á informarem a população em geral sobre os perigos da automedicação, por intermédio de  banners e cartazes nas drogarias com intuito de noticiar e prevenir os graves efeitos da utilização inadequada de determinadas substâncias.