Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 10/09/2019
O seriado norte-americano “House”, traz à tona muito questionamentos acerca da automedicação. Fora das telas, porém, essa prática é crescente e comum no Brasil, pois para encurtar os caminhos de alívio da dor, muitas pessoas utilizam, de forma irresponsável, medicamentos sem prescrição médica,devido a grande veiculação de propagandas de fármacos e o sistema de saúde insatisfatório.
A priori, a publicidade tem grande influência no comportamento do consumidor e impulsiona a automedicação, visto que, muitas vezes exageram na qualidade do produto, mas omitem seus riscos. De certo, esse fato relaciona- se ao conceito de panóptico do pensador Michael Foucalt, o qual diz que é possível que um instrumento dissimulado, como a propaganda, molde o comportamento da população. Isso ocorre porque vive-se uma época em que a peoas estão mais vulnerável ao mal estar, devido ao ritmo acelerado de vida, e, neste caso, aumenta-se a busca por medicamentos “milagrosos” idealizados na propaganda. Dessa forma, infelizmente, coloca-se em risco a saúde em detrimento da busca por uma solução rápida de doenças.
Ademais, outro fator é a dificuldade de atendimento no serviço de saúde pública, uma vez que ele é marcado pela má qualidade e demora de atendimento. De acordo com o Conselho Federal de Farmácia(CFF), tomar remédios por conta própria é um hábito comum a 77% dos brasileiros. Tal pesquisa mostra que enquanto não houver melhoria na qualidade de atendimento em hospitais e postos públicos de saúde, bem como infirmação de qualidade para a população, essa pratica permanecerá com potencial de trazer danos á longo prazo aos que adotam.
Portanto, o Ministério da Saúde, em parceria com os meios midiáticos, devem alertar para os riscos da automedicação através da divulgação de comerciais na TV aberta e nas redes sociais sobre a importância de consultar adequadamente um profissional para usar remédios no dia- a - dia. Por outro lado, o ministério da educação tem de promover palestras nas escolas de ensino médio, principalmente, e faculdades, ministradas por profissionais da saúde para expor os riscos de tal prática e conscientizar os jovens, a fim de que cada vez menos isso seja recorrente no meio social.