Aumento da taxa de mortalidade infantil no Brasil
Enviada em 03/06/2020
Avanços na medicina, como incubadoras, respiradores e aparelho de ultrassonografia, foram fundamentais para que o óbito de recém-nascidos, no mundo, fosse reduzido drasticamente. No entanto, mesmo com a tecnologia, a mortalidade precoce se mantém elevada em muitos países, incluindo o Brasil. Diante disso, valida-se a discussão acerca da mortalidade infantil como marcada pela precariedade no sistema de saúde nacional, acarretando na elevação dessa taxa no país.
Em primeira análise, as lacunas no sistema de saúde é um dos principais contribuintes para a mortalidade precoce no país. Nesse ínterim, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) mostrou que o maior número de óbitos infantis em países subdesenvolvidos, como o Brasil, acontece por falhas no sistema de saúde primário, principalmente no período gestacional materno, com a falta de acompanhamento adequado e periódico, levando à morte de indivíduos recém-nascidos. Em vista disso, fica explicito que a mortalidade de crianças está diretamente ligada à assistência médica defasada, haja vista o descuido com diretrizes elementares que poderiam salvar as vidas recentes.
A posteriori, em consequência da precariedade na saúde nacional, as crianças continuam tendo alto índices de mortalidade, principalmente as com poucos dias de vida, no território brasileiro. Nessa perspectiva, segundo um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a curva de óbitos infantis – crianças de até 12 anos – voltou a crescer depois de um período de queda continua e quase metade das vítimas não chegaram há duas semanas de vida. Destarte, a mortalidade infantil ainda é uma problemática importante para a sociedade, evidenciada não só pela influência de um sistema de saúde precário, mas pela situação de retomada do crescimento estatístico.
Depreende-se, portanto, que o aumento da mortalidade infantil apresenta entraves para sua resolução que precisam ser sanados. Assim, é fundamental que o Poder Público, juntamente com o Ministérios da Saúde, por meio de subsídio financeiro, proponha a criação de projetos na saúde básica para ampliar os atendimentos infantis e obstétricos em todo país, com a construção de novos centros de cuidados especializados e equipados nessas áreas, capazes de proporcionar um serviço eficaz, desde a formação fetal, até o fim da infância. Tal medida aparece com o intuito de desinchar os centros de saúde atuais que recebem esse público e dar melhor suporte, além de voltar a reduzir a taxa de morte infantil no país.