Aumento da taxa de mortalidade infantil no Brasil

Enviada em 01/05/2020

A taxa de mortalidade infantil é um indicador social representado pelo número de crianças que morreram antes de completar um ano de vida a cada mil crianças vivas nascidas no mesmo período. Sendo assim, é perceptível que durante as ultimas cinco décadas, o Brasil conseguiu minorar as problemáticas que ocasionam esses altos índices de mortalidade infantil, entretanto ainda é recorrente casos de óbito infantil no estado brasileiro, que em sua maioria estão atrelados a desigualdade social e as epidemias contemporâneas.

Vale ressaltar, de início, que no ano de 2016, o Zika Vírus foi um dos principais ocasionadores no aumento de mortalidade infantil no Brasil. De acordo com uma publicação feita pelo Ministério da Saúde no ano de 2017, houve entre os anos de 2015 e 2016 um aumento de 4,8% na taxa de mortalidade infantil no território nacional e que esse acréscimo foi ocasionado devido a epidemia do Zika Vírus. Prova disso, foram os amplos números de crianças que nasceram com microcefalia durante esse período, que segundo pesquisas era ocasionado por esse vírus e responsável direto pelo o aumento de mortes entre esse público.

Em segundo plano, nota-se que a desigualdade social é o principal responsável pelo crescimento da mortalidade infantil no Brasil. Conforme o professor Paulo Rogério Gallo, do Departamento de Saúde, Ciclos de Vida e Sociedade da USP, afirma que “o aumento é significativo no sentido de mostrar que há problemas nas políticas públicas e na assistência às gestações e ao parto. A gente chega num momento em que não há mais como reduzir - ou esconder - a tamanha desigualdade que passa no país.” À vista disso, é notório que a desproporcionalidade nas condições de vida da nossa sociedade, como a desnutrição, deficiência no saneamento básico e ausência de acompanhamento médico, são os principais fomentadores do aumento no número de casos de mortalidade infantil no nosso território.

Em suma, medidas são essenciais para mitigar a mortalidade infantil no Brasil. Primeiramente o estado brasileiro precisa implantar uma série de políticas sociais que provoquem mudanças estruturais nas condições de vida da população, como por exemplo: programas para acabar com a fome e a miséria, aumentar o acesso ao saneamento básico e melhorar os serviços de saúde estatal. Medidas como essas reduziriam o número de doenças epidemiológicas e diminuiriam o número de doenças gestacionais, garantindo assim uma sociedade de equidade e direitos.