Aumento da taxa de mortalidade infantil no Brasil
Enviada em 21/02/2020
A priori, desde o início da década de 1940, o Brasil apresentava uma redução anual em relação a taxa de mortalidade infantil. Contudo, esse índice voltou a crescer, principalmente entre as camadas mais vulneráveis da sociedade. É notório que esse problema é fruto da baixa qualidade de alguns setores públicos, bem como os serviços na área da saúde. Ademais, a desigualdade social também contribui para o aumento da mortalidade infantil. Nesse sentido, faz-se necessário debater a cerca desse entrave e buscar possíveis soluções.
Primeiramente, segundo o escritor Ariano Suassuna, a injustiça secular dilacera o Brasil em dois países; o país dos privilegiados e o país dos despossuídos. Atrelado a isso, é essencial abordar a respeito da influência que a desigualdade social exerce no aumento da taxa de crianças falecidas, visto que parte da população vive um cenário de fome e, consequentemente, problemas como a desnutrição reflete na qualidade de vida da criança, o que pode induzir a morte, sobretudo em regiões como o Norte e Nordeste. Sendo assim, ações precisam ser tomadas para melhorar esse contexto, uma vez que, de acordo com o Ministério Da Saúde, o Brasil registra alta taxa de mortalidade após décadas de queda. Em segunda análise, cabe mencionar, ainda, o que se refere a ineficácia dos serviços públicos e sua relação com o aumento de mortandade infantil. Nesse viés, a escassez de investimento nos setores de saúde apresenta uma correlação com o índice de mortalidade, bem como exames para acompanhar a saúde do bebê durante a gestação e má disponibilidade de medicamentos; além disso, a falta de atenção médica ou agentes comunitários nos setores marginalizados, também favorece o agravamento desse dilema. Dessa forma, diante de tal quadro, há uma ruptura com o contrato social proposto por John Lock, visto que o governo deixa de cumprir seu papel social.
Portanto, observa-se inúmeros desafios que são necessários alcançar, para que as devidas medidas possa contribuir na melhoria dos índices. A princípio, cabe ao Ministério da Saúde, órgão responsável pela promoção da saúde publica brasileira, em parceria com as Unidades Básicas de Saúde, promover medidas que minimizem o número de crianças falecidas no Brasil, por meio da identificação de famílias de cada município que estejam em situações precárias e implantar médicos especialistas nos hospitais e disponibilizar um maior número de medicamentos para os pacientes, a fim de possibilitar um tratamento com melhor eficiência. Outrossim, o governo deve investir em mais programas, como o Bolsa Família, que possam melhorar a situação financeira das famílias carentes e, assim, viabilizar uma melhor qualidade de vida para as crianças.