Aumento da taxa de mortalidade infantil no Brasil
Enviada em 04/10/2019
No cenário socioeconômico brasileiro, a taxa de mortalidade infantil voltou a crescer em 2016 de acordo com o IBGE. Diante disso, é notório que a enorme crise econômica do país afetou gravemente o sistema de saúde, abrindo lacunas na esfera assistencial. Além disso, o alastramento do vírus da zika e a queda dos índices de vacinação contra doenças evitáveis, contribuíram com o crescimento dessa mazela. Sendo assim, intervenções são necessárias.
Em primeira instância, é basilar analisar a crise da economia brasileira, que trouxe prejuízos enormes para a população e aos serviços públicos. Segundo o IBGE, a taxa de mortalidade infantil voltou a crescer após mais de 15 anos de queda. Nessa perspectiva, nota-se que o entrave econômico refletiu diretamente na sociedade e levou ao aumento do desemprego, da pobreza e da fome, fato que resulta no crescimento de regiões marginalizadas desprovidas de saneamento básico, saúde e infraestrutura. Concomitantemente a isso, tem-se também o corte de programas assistenciais e o déficit de financiamento da saúde nacional, já que muitos hospitais e postos de saúde se encontram sucateados. Dessa maneira sabe-se que isso impacta diretamente no crescimento da taxa de mortalidade infantil.
Em segunda instância, é necessário salientar a queda dos índices de vacinação no Brasil e as consequências do zika vírus na vida das crianças. Fica claro que com a erradicação de diversas doenças, a imunização e a prevenção diminuíram e, assim, diversas doenças já controladas passaram a circular em meio à sociedade e afetam de forma mais grave os pequenos brasileiros, como a poliomielite e o sarampo. Outro fator relevante é o crescimento dos casos de zika no país, patologia que atinge gestantes e deixa sequelas no feto como a microcefalia ou o leva ao óbito. É uma enfermidade que ainda não possui cura e já vitimou mais de 350 bebês até 2018, segundo dados do Ministério da saúde. Com isso, percebe-se essa questão configura-se como um grave problema de saúde pública.
Portanto, é possível inferir que a crise econômica, que gerou mais problemas socioeconômicos, o déficit de vacinação e o alastramento do zika, contribuem com a elevação dessa taxa. Por conseguinte, é necessário que o governo brasileiro reveja os cortes de verbas e elabore um novo projeto que invista e restabeleça os programas assistenciais, invista em infraestrutura nas regiões pobres e foquem na melhoria da saúde pública e na cobertura da vacinação, com novos postos, hospitais e campanhas de imunização mais eficazes e constantes a fim de convencer e dar assistência à população. Outrossim, é importante também que o Ministério da saúde, financie uma equipe de profissionais especializados para estudarem formas de combater e tratar patologias graves, principalmente o zika, promovendo avanço científico e social. Desse modo, essa mazela atingirá menores proporções.