Aumento da taxa de criminalidade entre os jovens brasileiros
Enviada em 17/06/2021
O escritor Carlos Drummond de Andrade, em seu poema “No meio do Caminho”, retrata, de modo figurado, os contratempos que o ser humano sofre em sua jornada. Analogamente, esse preceito assemelha-se à luta cotidiana do aumento da taxa de criminalidade entre jovens no Brasil, visto que esses índices só vêm crescendo cada vez mais e os jovens entrando para o mundo do crime cada vez mais cedo. Dessa maneira, é evidente que a problemática se desenvolve não só devido à negligência estatal, mas também ao recrutamento de jovens por facções criminosas diante desse quadro terrível.
Em primeiro plano, é lícito postular a ausência de medidas governamentais para combater a negligência estatal. Sob a perspectiva do filósofo São Tomás de Aquino, em uma sociedade democrática, todos os indivíduos são dignos e têm a mesma importância, além dos direitos e deveres que devem ser garantidos pelo Estado, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Nesse sentido, por causa da baixa operação das autoridades, sem dúvidas, é possível perceber que os investimentos estatais são poucos e não eficazes no combate à o crime, elevando a taxa de criminalidade no Brasil a se agravar cada dia mais, que nesse âmbito vem trazendo para seu meio crianças e jovens por falta de apoio governamental. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente
Ademais, o recrutamento de jovens por facções criminosas também pode ser apontado como promotor do problema. De acordo como visto na operação policial feita na comunidade do Jacarezinho no Rio de Janeiro, o tráfico de drogas e as facções criminosas vem recrutando jovens e crianças para praticarem seus delitos, tendo como principal motivo para fazer tal coisa à não permitida apreensão de jovens menores de 18 anos, como garantido no artigo 228 da Constituição de 1998, que não permite punição de restrição de liberdade a jovens de menor idade penal. Destarte, tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o recrutamento de jovens para o tráfico, contribui para a perpetuação desse cenário caótico.
Portanto, é essencial a atuação estatal e social para que tais obstáculos sejam superados. Assim, o Tribunal de Contas da União, deve direcionar capital que, por intermédio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, será revertido em projetos e fundações públicas, através de auxílios e ajuda a esses jovens, uma vez só e que com suporte financeiro, ético, moral e educacional os jovens tendem a deixar a vida do crime e apegar-se a escola, esporte e lazer, com o objetivo de abaixar as taxas de criminalidade entre jovens, aumento da educação e maior eficiência no combate ao crime organizado. Dessa forma, tirando as pedras do meio do caminho, construir-se-á um Brasil mais democrático.