Aumento da taxa de criminalidade entre os jovens brasileiros
Enviada em 16/12/2020
O filme televisivo “Uma noite de crimes”, apresenta o enredo de que todos os crimes são liberados por 24 horas, e depois é retratado a consequência de tal atitude. Fora da ficção, o que foi descrito na obra relaciona-se com um problema da atual conjuntura brasileira, em que a sociedade, de modo geral, tem a tendência a ignorá-lo: o aumento da criminalidade entre os jovens. Desse modo, urge a necessidade de atentar-se como a insipiência estatal e a insistência do senso comum fomentam a problemática.
Primeiramente, há de constatar a displicência governamental. Precipuamente, a Constituição Federal de 1988 garante acesso a um ambiente que visa o bem-estar social de todos. Entretanto, ao analisar a carência de políticas públicas em torno de apresentar alternativas para combater o aumento da incidência de crimes entre os jovens, é perceptível que essa premissa constitucional não é valorizado e se relaciona com o livro “cidadão de papel”, do Gilberto Dimenstein, em que o autor alega que as leis efetivas se encontram, majoritariamente, na teoria. Dessa forma, infelizmente, há o recrudescimento de tal cenário em que a Constituição não é devidamente valorizada.
Ademais, vale ressaltar que a lacuna educacional também corrobora esse quadro. Além disso, de acordo com Heidegger, filósofo alemão, o homem se constrói na medida de suas interações. Analogamente, as pessoas, ao não formarem um senso crítico nas escolas acerca da realização de crimes, podem acabar por cometê-los e fomentarem o crescimento de tal calamidade. Nesse viés, cerca de 30% dos homicídios no Brasil, conforme o site Uol, contou com a presença de adolescentes em 2014, causa esta que pode ser reflexo de uma escolaridade irregular. Desse modo, confirma-se que o meio social provoca mais dificuldades atreladas ao aumento na taxa de crimes entre os jovens.
Destarte, medidas fazem-se relevantes para mitigar a criminalidade entre os jovens. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, juntamente às mídias e dentro das escolas, instituir projetos como o “Permanecendo dentro da lei”, responsável por educar socialmente os estudantes e suas famílias. Isso deve ser realizado por meio de trocas de experiências em workshops administrados por professores e policiais, a fim de expor, debater e combater as consequências dos atos criminosos. Assim, será possível distanciar-se-á do hediondo cenário apresentado no filme inicialmente mencionado.