Aumento da taxa de criminalidade entre os jovens brasileiros

Enviada em 16/11/2020

A Declaração dos Direitos do Cidadão expressa que o Estado deve assegurar direitos, como o acesso à saúde, à educação, à inclusão social, entre outros, para todos os indivíduos presentes na sociedade. Paradoxalmente, no cenário atual, há o descaso público com a infraestrutura do bem estar social, pois a população carece de investimentos para a inclusão de todos aos seus devidos direitos, como a estruturação de escolas públicas e a implementação de programas de inserção social para ex-presidiários. Desse jeito, a negligência estatal somada à desigualdade social promove a exclusão dos direitos da população mais pobre e o consequente aumento da taxa de criminalidade entre os jovens.

Em primeira instância, o acesso a cidadania é desigual devido a falta de organização política em prover investimento na estruturação de condições necessárias para os sustentos de indivíduos mais pobres nas cidades. Nessa ótica, no Brasil, dos quase 50 milhões de jovens entre 14 e 29 anos, 20% apresentam evasão escolar por não possuírem renda para viver, segundo o apresentado em novembro de 2020 pelo aplicativo de informação G1. Nessa conjuntura, os jovens da população mais pobre apresentam alta participação no índice de criminalidade, pois o Estado negligencia a falta de investimentos para garantir os direitos e os sustentos destes jovens no país.

Em segunda análise, segundo o ideal “ubuntu”, que expressa o desenvolvimento da cidadania por meio da ética e empatia, a nação brasileira apresenta o viés individualista, pois promove o prenconceito diante do reingresso de ex-presidiários no âmbito social. Assim, o grande problema de inserção [ de ex presos] no mercado de trabalho é o preconceito, em que o indivíduo não consegue se fixar e volta para a criminalidade, segundo o apresentado em 2019 pelo programa jornalístico Profissão Repórter. Por conseguinte, o preconceito promove a exclusão dos direitos do cidadão e o consequente aumento da criminalidade entre jovens no país.

Portanto, é mister a criação de políticas públicas para sanar o avanço do aumento da criminalidade entre jovens no Brasil. Então, o Ministério da cidadania, em conjunto com as prefeituras, deve propôr o investimento na inserção social de ex-presidiários e no acesso à cidadania para todos, por meio da isenção de impostos às empresas privadas que adotassem a criação de vagas de trabalho para ex-detentos e da implementação de palestras educativas, cedidas por professores, em redes de ensino público para conscientizar a população sobre a inclusão social. De acordo, com o educacador Paulo Freire, a educação gera mudanças sociais, logo o órgãos públicos devem priorizar os investimentos na educação para combater a criminalidade entre jovens no Brasil.