Aumento da taxa de criminalidade entre os jovens brasileiros

Enviada em 29/09/2020

O modelo econômico neoliberal é o “pilar-mor” do aumento da criminalidade entre jovens e adolescentes no Brasil, ou seja, por não nascerem providos de recursos financeiros, veem nas práticas delitógenas a solução, de curto prazo, para suas necessidades. Em concórdia, o crescimento da evasão escolar e a falta das politicas socioeconômicas fomenta ainda mais essa situação. Diante disso, cabe analisar os fatores que sustentam esse quadro.

Em primeiro lugar, a marginalização da juventude é um tumor social que se alimenta da evasão escolar que é proporcional ao aumento da baixa escolaridade entre indivíduos. Segundo o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 1994, dos 130 mil presos no Brasil, 95% desses eram indígenas e semianalfabetos. Por certo, que as Instituições educacionais exercem um papel fundamental no processo de socialização dos jovens, isto é, esses centros servem como instrutores morais e profissionais, quer dizer, “o combustível do tráfico é a falta de educação”.

Em segundo plano, a distribuição desigual dos capitais financeiros aos contingentes humanos tem sido a responsável por flexibilizar a alienação por traficantes aos jovens ou “mulas do tráfico”. Em exemplo, nesse mesmo dado feito pelo IBGE, entre os 130 mil presos no Brasil, em 1994, 51% desse todo estava preso por furto e 10% por tráfico de entorpecentes. Com isso, é de fácil entendimento que, por não disporem de uma situação financeira suficiente, acabam submetendo-se às práticas ilegais, como a subtração de bens alheios, em suma, a falta de projetos socioeconômicos é sofrida na instabilidade da segurança pública.

Infere-se, pois, que a criminalidade deve ser combatida no Brasil. Baseado nisso, cabe ao Ministério da Educação o fortalecimento de projetos para permanência dos jovens nos campos escolares, através de cursos profissionalizantes e aulas extras para vestibulares e concursos, e ao Governo Estadual cabe o aumento no valor da bolsa para o aluno de baixa renda. Produto disso, é a diminuição de jovens em polos criminais.