Aumento da taxa de criminalidade entre os jovens brasileiros
Enviada em 27/08/2020
O filme brasileiro “Cidade de Deus” retrata a vida de jovens em uma comunidade do Rio de Janeiro, onde predominam a pobreza, a ignorância, a violência e o crime. Semelhantemente, fora das telas a realidade quanto aos elevados índices de jovens em situação de criminalidade no Brasil é preocupante. Isso ocorre devido à grande desigualdade social persistente no país, além da insuficiência de politicas públicas no setor educacional.
A priori, vale salientar que o evidente desequilíbrio na distribuição da renda brasileira configura-se como uma das principais motivações que levam jovens a buscar alternativas criminosas objetivando “dinheiro fácil”. De maneira alusiva a isso, o banco Mundial afirma que o Brasil é o país que mais possui desigualdades sociais, estimando que cerca de 20% da população mais rica detém 32 vezes mais renda que o mesmo percentual de grupos mais pobres. Dessa forma, é inegável que a disparidade de verbas e oportunidades entre classes, assim como na Cidade de Deus, é uma forte causadora do problema em questão.
Outrossim, a incapacidade das instituições de ensino em abranger o público infanto juvenil em situação de vulnerabilidade corrobora para que esses indivíduos se voltem ao crime. Concernente a isso, Immanuel Kant afirma que “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”, desse modo, a escola configura-se como um agente capaz de reverter a lamentável situação desses jovens. No entanto, fatores como difícil acessibilidade, falta de apoio dos familiares e a própria ignorância tornam a escola pouco atrativa para essa população. Destarte, destaca-se a urgência de ações governamentais.
Infere-se, portanto, que a criminalização dos jovens é um problema que deve ser combatido. Para isso, o Ministério da Educação e Cultura (MEC), junto ao Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), devem elaborar programas de inclusão social voltados para esse público. Isso pode ser feito através de mutirões nas comunidades durante o período de matrículas para facilitar a conversação entre pais e profissionais da educação, além da oferta de cursos profissionalizantes e incentivos a programas de estágios, visando democratizar o ensino e inserir o jovem no mercado de trabalho. Dessa forma, garante-se um país democrático e igualitário.