Aumento da taxa de criminalidade entre os jovens brasileiros
Enviada em 28/09/2020
O modelo econômico neoliberal é o pilar-mor do aumento da criminalidade entre jovens e adolescentes no Brasil, ou seja por não nascerem providos de recursos financeiros, veem nas práticas delitógenas a solução, em curto prazo, para suas necessidades. Em concórdia, a ausência de uma assistência do governo com a educação e em políticas socioeconômicas fomentam ainda mais essa situação. Diante disso, cabe analisar os fatores que sustentam esse quadro.
Em primeiro lugar, a marginalização da juventude sempre esteve intrinsecamente ligada à falta de uma educação de qualidade, na base fundamental do jovem. Segundo o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 1994, dos 130 mil presos no Brasil, 95% desses eram indígenas e semianalfabetos. Por certo, que as instituições educacionais exercem um papel fundamental no processo de socialização dos jovens, isto é, esses centros servem como instrutores morais e profissionais, quer dizer, a ausência da educação é o “combustível do tráfico”.
Em segundo plano, a distribuição desigual dos capitais financeiros aos contingentes humanos tem sido a responsável por flexibilizar a alienação por traficantes aos jovens ou “mulas do tráfico”. Em exemplo, nesse mesmo dado feito pelo IBGE, entre os 130 mil presos no Brasil, em 1994, 51% desse todo estavam presos por furtos e 10% por tráfico de entorpecentes. Com isso, é de fácil entendimento que por não disporem de uma situação financeira suficiente, acabam submetendo-se às práticas ilegais, como a subtração de bens alheios, em suma a falta de projetos socioeconômicos é sofrida na instabilidade da segurança pública.
Infere-se, pois, que a criminalidade deve ser combatida no Brasil. Com isso, cabe ao Governo Federal aumentar as verbas com educação que serão usadas para promoção de palestras que motivem os educadores, com assuntos do tipo “a importância da educação” e a amplitude de bolsas que os auxiliem com amparo financeiro. Produto disso, são profissionais mais valorizados e a diminuição de jovens nos polos criminais.