As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 31/08/2022
A globalização visa a integração mundial política, econômica e cultural, através da comunicação e da tecnologia de transporte. Entretanto, essa evolução tecnológica gerada a partir da globalização nem sempre é favorável para a nação brasileira, visto que no âmbito profissional ainda existem diversos desafios. Isso geralmente ocorre em virtude da negligência estatal, mas também dos ideais capitalistas.
Primordialmente, é necessário destacar a carência de medidas públicas a fim de auxiliar os profissionais empregados e seus respectivos desafios com relação ao desenvolvimento tecnológico. À vista disso, as ideias de J. Locke sobre o conceito de “contrato social” são violadas. Uma vez que, o Estado não cumpre com o seu dever de assistir a população de acordo com a sua constituição, em especial, no que se refere a educação de qualidade e a economia. Ou seja, a partir da falta de colaboração governamental, a sociedade fica à mercê de obstáculos, como a substituição da força humana pela mecânica, tendo em vista que as pessoas não possuem intelecto suficiente para competirem com as máquinas. Assim, dificultando cada vez mais o cotidiano dos brasileiros.
Além disso, deve-se ressaltar que o desemprego decorrente da intensa competitividade do mundo capitalista é um potencializador desta problemática. De forma que, segundo Pierre Lévy, sociólogo francês, toda nova tecnologia cria seus excluídos. Logo, na medida que o mundo se torna mais competitivo e individualista com relação à oportunidade de emprego, é ocasionado a exclusão de parte da população do mundo profissional e os realocando nos 9,3% de desempregado que a nação brasileira apresenta em 2022, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por conseguinte, elucida-se a urgência em modificar o cenário atual.
Portanto, é preciso que medidas sejam tomadas para mitigar as circunstâncias vividas. Logo, urge que o Ministério da educação, por meio de cursos profissionalizantes, auxilie os trabalhadores a se destacar e conviver com o meio tecnológico avançado, o qual ocupa cada vez mais espaço nas indústrias, a fim de que ambas as estratégias trabalhistas (humana e maquinária) possam coexistir sem que hajam excluídos, assim como retratado na ideologia do sociólogo Lévi.