As profissões do futuro e seus desafios
Enviada em 26/05/2022
Gabriel, o Pensador, na música “Até quando”, elenca, como principal crítica, a comodidade do brasileiro frente aos problemas sociais. Estereótipo do cidadão brasileiro médio, essa situação serve de símbolo para o conformismo social diante da falta de entendimento sobre como conciliar tecnologia e empregabilidade, uma vez que é essa passividade que dá continuidade à problemática. Esse quadro é fruto tanto da falta de investimentos, quanto do desfalque educacional.
De início, ao observar o contexto brasileiro, nota-se que a questão do futuro do trabalho no Brasil está relacionada a um problema estrutural. Isso acontece devido a falta de investimento de capacitação de alguns setores que rapidamente estão sendo ocupadas pelas novas tecnologias. Nessa ótica, conforme os ideiais aristotélicos, a política deve ser articulada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De forma similar, é possível perceber que sem o apoio do Estado para garantir o direito de trabalho para toda população, o desequilíbrio social tornará um fator persistente.
Ademais, é imperativo ressaltar o desfalque educacional como promotor do problema. Segundo o filósofo Schopenhauer, os limites do campo da visão do indivíduo determinam seu entendimento de mundo. Partindo desse pressuposto, é possível mencionar que no Brasil, há uma parcela da população que não tem nas escolas um suporte tecnológico, retardando assim a noção do futuro do mercado de trabalhando, contribuindo assim para a desinformação e aumento do emprego informal.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Com o intuito de mitigar o desafio do trabalho no futuro, necessita-se, que o Ministério da Educação e o Ministério da Ciências e Tecnologias, por meio de verbas destinadas às pastas, devem, em conjunto, criar projetos educacionais que visem explicar aos jovens as novas reformulações dos empregos já existentes, com a finalidade de apresentar as novas tendências de trabalho. Desse modo, se aplicada as propostas, a coletividade deixará de ser crítica do Pensador em suas canções.