As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 28/02/2020

No que se refere aos desafios das profissões do futuro, é possível afirmar que com os avanços tecnológicos, desde a Revolução Técnico-Científica, o mundo, incluindo o Brasil, foi acometido por mudanças no setor trabalhista, social e econômico. Hodiernamente, o Brasil enfrenta adversidades para a sua adaptação frente a essas transformações, uma vez que o Estado negligencia o papel da educação como agente indispensável no progresso do país. Nesse sentido, torna-se essencial a discussão dessa postura, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Em primeiro plano, evidencia-se, por parte do Estado, a ausência de políticas públicas educacionais suficientemente efetivas para a qualificação da população brasileira. Essa lógica é comprovada pelo papel passivo do Ministério da Educação (MEC), que foi instituído para ser um órgão que garanta melhores condições e oportunidades educacionais para a melhor qualificação dos cidadãos brasileiros. Assim, é indispensável que esse agente busque medidas para a adaptação da população ao mercado de trabalho vigente, o qual visa profissionais cada vez mais atualizados e preparados para as mudanças tecnológicas dos próximos anos.

Além disso, é imperativo ressaltar o desemprego alarmante, no Brasil, como uma consequência desse cenário. Isso porque, a medida que os avanços das tecnologias de ponta acontecem, é natural que as empresas busquem indivíduos que atendam ao um perfil qualificado para o exercimento de uma função. Por outro lado, os setores governamentais deixam uma falha na qualificação da população brasileira, o que acarreta o desemprego. Logo, é possível concluir que a linha de pensamento de Jhon Locke, filósofo adepto a teoria empirista, sobre o Contrato Social do Estado para com os cidadãos, se faz análoga a essa realidade, visto que o governo tem ignorado o direito a uma vida digna.

Dessa forma, medidas exequíveis são necessárias para conter o progresso desse quadro na sociedade brasileira. À vista disso, como o intuito de mitigar o problema, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União, direcione capital, que por intermédio do MEC será revertido em uma educação, desde o ensino básico, baseada na integração dos avanços tecnológicos a demanda futura do mercado de trabalho. Feito isso, será possível atenuar o impacto nocivo desse problema na sociedade brasileira.