As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 16/02/2020

As mudanças no ambiente de trabalho serão inevitáveis. Novas profissões irão surgir - principalmente devido a “dona” tecnologia - que a cada dia que passa traz uma novidade diferente. Mas a questão é: parte da população brasileira não está preparada para esse quadro de mudanças. Se de um lado tem-se o descaso com a educação básica; por outro, grande parte das escolas precisam se adaptar às novas demandas do mercado. Portanto, há que se avançar nesse assunto.

A princípio, quando pesquisamos quais serão as novas profissões do futuro, a maioria delas está associada com a inteligência artificial e a robotização. Reforçando, a rede social Linkedin fez um levantamento e divulgou em seu site que 13 das 15 profissões futuras estarão sim ligadas ao setor tecnológico. Só que não é de hoje o descaso com a educação escolar no país: falta estrutura, profissional de qualidade, cronograma objetivo e eficiente, entre outros. E dessa forma, com esse mau arranjo, tem-se uma parcela considerável de alunos saindo da escola sem a capacidade de interpretar textos e executar continhas básicas de matemática, que dirá então, capacidade para operar no universo tecnológico e preparar para o mercado de trabalho e suas inevitáveis mudanças.

Concomitantemente, grande parte das instituições de ensino do Brasil, além de terem que prover alunos bem educados nas matérias tradicionais é preciso inovar: estimular a criatividade, a autonomia, o controle emocional, e a capacidade de autoaprendizagem crítica de novos saberes e habilidades. Segundo Nelson Mandela - ganhador do prêmio nobel da paz - “a educação é a mais poderosa arma pela qual se pode mudar o mundo”, logo, o ambiente escolar precisa preparar os alunos para introduzi-los a uma realidade não tão distante e que promete se transformar rapidamente. Assim, é missão da escola se adaptar às novas demandas do mercado e preparar os alunos para tal.

Devido aos fatos citados acima, medidas são urgentemente necessárias. O Governo junto a determinadas empresas privadas - por meio de investimento financeiro e projetos - poderiam de fato levar a educação à sério e investirem em uma formação de qualidade, bem preparada e de possível acesso à todos. E que os membros do Judiciário - por intermédio de seus poderes - apliquem de forma “verdadeiramente efetiva’’ aqueles que desfalcarem recursos direcionados à educação. Paralelamente, que a Escola - através de programas escolares e atividades - promova a formação de cidadãos que tenham a capacidade de se adaptarem as novas exigências do mercado profissional. E quem sabe assim, seja possível encarar os desafios que as profissões do futuro nos propõe.