As profissões do futuro e seus desafios

Enviada em 09/02/2020

No mundo globalizado em que vivemos atualmente, as profissões têm sofrido uma alta síntese no mercado de trabalho, onde aquelas ligadas à tecnologia e informação crescem, espalham-se e valorizam-se, cada vez mais. Neste ínterim, o panorama mundial tende a conduzir-se por um raciocínio semelhante ao de Steve Jobs, ao afirmar que “a tecnologia move o mundo”, onde com o passar dos anos, tudo o que se remete à tecnologia ampliar-se e potencializar-se-a enquanto as demais áreas, consequentemente tornarão-se estagnadas e obsoletas. Este cenário implica na realidade financeira e social do país, ocasionando consequências inestimáveis.

A Revolução Industrial, ocorrida na Inglaterra no século XVIII, trouxe uma grande transformação nos parâmetros financeiros mundiais, tendo como principal característica a substituição do trabalho artesanal pelo assalariado junto ao uso de máquinas, o que revolucionou os métodos de produção e o mercado de trabalho da época. No entanto, desde aí a crescente introdução de máquinas e a modernização de técnicas têm feito com que a necessidade de mão de obra humana fosse refreada e em muitos casos, restringida à operar. Com os avanços tecnológicos, esta participação tornará-se ainda mais escassa, o que promoverá a troca de ‘homem’ por ‘maquina’ e abalará as taxas de desemprego em todo o mundo, causando fome, desigualdade social, extrema pobreza e um mercado de trabalho direcionado e celetista.

Assim sendo, este quadro faz analogia á corrente futurista que encontramos na literatura Modernista, onde anos atrás os homens já previam a valorização e exaltação da máquina. Lamentavelmente, esta é a nossa realidade atual, na qual o sistema financeiro promove a alienação ao que produz lucro e quantidade inversamente proporcional ao tempo de produção. Isso fará com que desvalidos e ineficientes se tornem vários profissionais que não tenham relação ao mercado tecnológico, deste modo será necessária a capacitação de um determinado grupo de atuação e a potente desvalorização de outros ramos profissionais. Fato que promoverá, ao logo do tempo, a extinção de muitos campos profissionais e direcionará completamente o mercado financeiro às modernizações recorrentes.

Em vista disso, é indubitável desde já que haja revisão por parte das faculdades e universidades, aos critérios dos campos de atuação, para promoverem dentro de si alterações que busquem aliar-se aos avanços tecnológicos e reduzir a possível extinção de determinadas profissões no futuro e assim  sendo formar profissionais capacitados para este cenário. Como também cabe ao profissional individual investir em sua formação e adaptação a um mercado de trabalho cada vez mais futurista e sedendo por tecnologia, afim de garantir sua utilidade em tempos modernos e capitalistas.