As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas

Enviada em 15/10/2020

Durante a Idade Moderna a economia foi baseada no mercantilismo, o qual utilizara metais preciosos como moeda de troca. No entanto, na atual conjuntura, cresce o uso das criptomoedas no meio virtual, o que gera uma revolução no meio capitalista. Nesse sentido, o conhecimento ainda escasso sobre essa forma de capital e seu uso em situações ilegais são problemáticas acerca do assunto que necessitam de atenção.

De início, vale ressaltar que com exceção de algumas comunidades virtuais específicas, a maior parte da sociedade ainda não compreende o uso das bitcoins (BTC). Entretanto, isso não impede sua popularização em meio a um país com enorme desigualdade social e pouco ensino econômico em geral. Nesse aspecto, caso o tema não seja deliberadamente trabalhado poderão ocorrer crises econômicas, já que, segundo o El País, o BTC é bastante volátil e mesmo assim em 2017 cresceu 1400%, despertando o interesse dos mais diversos perfis de investidores. Dessarte, essa falta de informação e a emergente especulação gera grande risco de endividamento como ocorreu durante a crise de 1929.

Além disso, as moedas virtuais circulam em meio ao anonimato e com uma recente e limitada fiscalização governamental, o que facilita seu uso para atividades ilícitas como a sonegação e o comércio de drogas. Desse modo, o mercado envolvendo moedas digitais ainda se instala principalmente na ilegalidade e é preciso um esforço do Estado para monitorar isso e garantir que  essa situação mude.

Verifica-se portanto que já ocorre uma revolução monetária, de forma que o melhor a se fazer é se adaptar ao novo. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação democratizar o acesso ao ensino financeiro através de sua implementação obrigatória na grade escolar do ensino infantil ao médio – com aulas em destaque para o usa da moeda virtual –, para que assim o brasileiro cresça com uma boa noção monetária e consiga evitar crises econômicas relacionadas a BTC. Ademais, faz-se necessário que haja uma maior fiscalização governamental sobre as atividades realizadas com as criptomoedas, a fim de evitar seu uso para o ilegal. Diante disso, será possível utilizar dessa inovação a favor do popular e da economia.