As moedas virtuais e a revolução das relações econômicas
Enviada em 31/08/2020
É inegável afirmar que, antes mesmo de Cristo, já se existia a moeda, na Grécia antiga por exemplo, a moeda que se utilizava para relações comercias e econômicas, era o dracma. Já nos dias de hoje, devido aos crescentes avanços tecnológicos , surgiu um novo tipo de moeda, as criptomoedas, que diferente das demais, ele é descentralizada, ou seja, não possuem um intermediador central, como os bancos. Desse modo, as moedas virtuais estão se tornando grandes aliadas do cidadão moderno, devido a sua privacidade e a praticidade de suas transações.
Primeiramente, urge compreender que a criptomoeda é uma forma de limitar poderes bancários e garantir um senso mais igualitário. Segundo o DIESSE(Departamento de Estudos Socioeconômicos), mesmo em uma crise intermitente desde 2016, a concentração monetária de bancos no Brasil continua ascendendo progressivamente. À vista disso, com a inserção de moedas virtuais, a população poderia ter a opção de escolher outras formas de negociações dentro da comunidade, possibilitando uma maior flexibilidade e consequente diminuição de custos operacionais e burocráticos. Como efeito, o oligopolismo bancário teria que se reestruturar, entrando de fato na livre concorrência e melhorando a vida do coletivo nacional.
Além disso, deve-se salientar de que, a segurança dessas moedas digitais, é uma virtude a ser valorizada. Isso é constatado na medida em que o processo de transação monetária é descentralizado de instituições tradicionais , de modo que diversos computadores pelo mundo validam essas operações. No entanto, ainda se deve ressaltar de que, em virtude de não haver nenhuma ou pequena interferência do Estado, esse tipo de ambiente cibernético pode ser utilizado para atos ilegais, como a corrupção e a lavagem de dinheiro, o que acaba por corroborar as inflações e a desvalorização da moeda nacional. Dessa forma, nota-se que, apesar dos benefícios, o mercado de criptomoedas também tem o seu lado negativo.
Diante disso, cabe ao Ministério da Ciência e Tecnologia, em parceria com o Ministerio da Educação, promover feiras culturais, por meio de palestras com profissionais especializados, a fim de criar senso crítico aos indivíduos acerca dessa forma inovadora, e recente, de consumir. Por conseguinte, é dever das associações internacionais fiscalizar tais transações, mediante a exigência de alguns dados que definem a real origem do dinheiro, com o fito de evitar atos de corrupção. Afinal, como foi proferido por Max Weber, a questão social está vinculada aos princípios do seu agente.