As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras

Enviada em 10/07/2025

O filme “Os sem floresta” retrata os impactos da ocupação antrópica de ambi-entes florestais na fauna e flora local. Fora da Ficção, o Brasil tem perturbado a natureza, especialmente devido às dificuldades de frear as crescentes queimadas nas florestas do país. Dessa forma, vale compreender o papel das raízes históricas e dos negligência governamental na problemática em questão.

Dado o exposto, vê-se que o passado colonial é pertinente na formação do pre-

sente. Nessa linha de raciocínio, percebe-se que o Brasil, durante todo o Período Colonial, teve como principal atividade econômina a exploração de recursos natu-rais como o pau-brasil e a cana-de-açúcar. Apesar do lapso temporal, o país ainda tem um modelo econômico agrário-exportador, modelo esse que, em busca de lu-cros, queima grandes extensões de terra para o platio e a pecuária. Diante disso, é necessário modificar esse cenário, uma vez que essas práticas beneficiam uma pequena parcela da população, consequentemente, aumentando a desigualdade.

Ademais, nota-se que a ineficiência estatal contribui para o crescimento das queimadas. Nessa perspectiva, a obra “O Processo”, escrita por Franz Kafka, expõe a letargia e corruptibilidade do Estado. Sob esse viés, o Governo age de maneira semelhante a descrita por Kafka, na medida que, mesmo possuindo órgãos compe-tentes com ferramentas de monitoramento, os descredibiliza e subfinancia. Desse modo, é imprecindível transformar essa conjun-tura, tendo em vista que o poder público é o único capaz de frear as queimadas e ao invés de combate-las as incen-tiva, a exemplo do Governo de Jair Bolsonaro que, em 2020, pretendia usar a pan-demia de Covid-19 para “passar a boiada” do desmatamento.

Medidas, portanto, precisam ser tomadas para frear o crescimento das queima-das no Brasil. Para tanto, o Ministério do Meio Ambiente - responsável pela preservação ambiental no país - deve aumentar o monitoramento e combate de queimadas, por meio da criação áreas de risco que sejam vigiadas constantemente, a fim de inibir a ocorrência de queimadas naturais e artificiais no território nacio-nal. Além disso, o Ministério da Economia deve investir na diversificação econômica do país, com o intuito de contrapor a ideia do Brasil como exportador de produtos primaios e de combater as raízes históricas da problemática.