As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras
Enviada em 05/07/2025
A propaganda “Agro é pop, agro é tudo” enfatiza a importância da agropecuária para a economia do Brasil e para a alimentação dos brasileiros. Todavia, a realidade por trás desse discurso está atrelada ao desmatamento, inclusive as queimadas de biomas, o que compromete a fauna e a flora do país. Logo, é pertinente compreender que o individualismo e a omissão estatal são algumas das dificuldades enfrentadas para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras.
Diante desse cenário, o individualismo está associado à persistência das queimadas em solo brasileiro, visto que o ideário de coletividade e solidariedade propagado pela atual geração não é visto na prática. Tal teoria defendida pelo geógrafo Milton Santos expõe que a ideia de globalização e conexão entre as pessoas não passa de uma fábula, o que reflete em pessoas cada vez mais egoístas. Com isso, as crescentes queimadas nas florestas brasileiras não recebem a sua devida importância pela sociedade.
Em um segundo momento, a omissão estatal é uma das dificuldades para frear as crescentes queimadas no Brasil, dado que os governantes não investem devidamente a verba pública em políticas públicas eficientes para o enfrentamento das queimadas. Para a historiadora Lilia Schwarcz, os governadores gerem a máquina pública como um bem privado, administrando os investimentos do governo em prol dos próprios interesses, independente do bem estar social e ambiental. Em razão disso, áreas de interesse de uma minoria no poder se sobressaem na agenda oficial. A título de exemplo, segundo o jornal O Globo, o Ministério da Cultura recebeu milhões do Governo Federal, enquanto as queimadas assolavam o território nacional.
Portanto, o individualismo e a omissão estatal são algumas das dificuldades enfrentadas para frear as queimadas nas florestas brasileiras. Posto a isso, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério da Fazenda, orquestrar os devidos investimentos para essa problemática que aflinge o país. Além disso, com os veículos midiáticos, como o Instagram, por meio de postagens educativas, sensibilizar a população de modo que percebam que o Agro não é tão pop.