As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras

Enviada em 02/11/2024

A Constituição brasileira, promulgada em 1988, assegura, por meio do artigo 225, o direito de todos ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. No entanto, o Estado brasileiro enfrenta dificuldades em garantir plenamente esse direito, enquanto nota-se a presença cada vez maior de queimadas nas florestas brasileiras. Nesse sentido, a lógica capitalista de crescimento contínuo e exploração intensiva dos recursos naturais juntamente com a displicência do aparelho estatal impulsiona o aumento da degradação ambiental, colocando em risco a biodiversidade, os recursos hídricos e o equilíbrio climático global. Logo, nota-se a urgência de adoção de medidas eficazes para a redução do desmatamento.

Primeiramente, é válido ressaltar que o desenvolvimento a qualquer custo promovido pelos princípios mercantis, interfere diretamente no desequilíbrio ambiental. A esse respeito, o filósofo alemão Karl Marx, ao afirmar que “o capitalismo gera seu próprio coveiro”, aponta para a ideia de que a exploração desenfreada dos recursos naturais e a busca incessante por lucros inevitavelmente levam à autodestruição do sistema, e causa impactos irreversíveis a natureza.

Assim, surge a necessidade de repensar as práticas econômicas, para assegurar o equilíbrio ecológico.

Ademais, é fundamental apontar que a insuficiência do Estado na fiscalização dos infratores impulsiona ainda mais o desflorestamento. A partir disso, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman utiliza o termo “Instituição Zumbi”, para retratar órgãos que não cumprem o seu dever efetivamente. Tendo isso em mente, é possível relacionar o descaso do governamental com a analogia do antropólogo social, uma vez que sua função é garantir a preservação ecológica e o bem-estar social. Por isso, a postura estatal precisa mudar para garantir a segurança dos ecossistemas.

Portanto, torna-se crucial mitigar as queimadas ascendentes no Brasil. Dessa forma, o Ministério do meio ambiente, deve impor punições mais efetivas e investir na expansão da segurança de biomas, como o Amazônico, por meio de tecnologias de geoprocessamento e ampliação das guardas terrestres, aquáticas e aéreas nas áreas de risco. Assim, reduzindo os casos de queimadas existentes no país.