As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras
Enviada em 29/10/2024
A constituição de 1988 assegura direitos fundamentais a todos os cidadãos brasileiros, como o direito a um meio ambiente ecologicamente equilibrado. No entanto, a persistência das dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras revela que o Estado não está cumprindo com suas obrigações constitucionais. Sob esse viés, faz-se necessário discutir a negligência governamental e a revolução industrial como causas dessa problemática.
Inicialmente, Zygmunt Bauman, em “Modernidade Líquida”, discute a fragilidade das instituições, incluindo o governo, em lidar com problemas sociais de maneira duradoura. No caso das crescentes queimadas nas florestas brasileiras, essa fragilidade é visível quando o Estado não cria políticas ambientais efetivas para combater essa eclosão, resultando em dificuldades para freá-la. Dessa forma, a falta de empatia e de responsabilidade social torna o Estado e os indivíduos incapazes de lidar com as questões mais urgentes, perpetuando a problemática e ampliando suas consequências.
Ademais, também é preciso destacar a revolução industrial como fator determinante para continuidade desse tema. Sob essa ótica, a revolução industrial gerou inovações que intensificaram a emissão de gases do efeito estufa, que está diretamente ligado ao aquecimento global e à intensificação de fenômenos climáticos extremos. Dessa forma, as queimadas aumentam e torna-se mais difícil contê-las.
Portanto, é evidente que medidas precisam ser tomadas para solucionar o problema das crescentes queimadas nas florestas brasileiras. Sendo assim, cabe ao Estado, agente regulador da comunidade, promover debates sobre as queimadas no Brasil, por meio de palestras nas escolas, e implementar políticas públicas ambientais eficazes, com a finalidade de que o problema seja, finalmente, superado.