As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras

Enviada em 28/10/2024

“Utopia”, a famosa obra do escritor britânico Thomas More, retrata uma sociedade livre de mazelas sociais. No entanto, a realidade brasileira é adversa à idealizada na obra, uma vez que existem dificuldades para frear as queimadas nas florestas brasileiras, dificultando a concretização dos planos de More. Esse cenário reflete na diminuição da fauna e da flora, juntamente com a redução da qualidade do ar, tornando-se fundamental a discussão desses aspectos para o pleno funcionamento da sociedade.

É primordial ressaltar que a degradação da fauna e da flora brasileiras deriva da baixa atuação dos setores governamentais no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população; entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, a constante perda desse ecossistema reflete em um grande desequilíbrio ambiental, desde a extinção de espécies até o desenvolvimento de novas doenças.

Diante dessa realidade, é notória a diminuição da qualidade do ar como consequência do problema. De acordo com dados do G1, o avanço acelerado das queimadas impacta diretamente a qualidade do ar. Partindo desse pressuposto, a fumaça emitida nas queimadas colabora para o agravamento de doenças respiratórias em toda a sociedade. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que os gases emitidos contribuem para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço das crescentes queimadas nas florestas brasileiras. Dessarte, com o intuito de mitigar tal avanço, é necessário, urgentemente, que o Ministério do Meio Ambiente, em conjunto com os governadores dos estados afetados, responsáveis pela tomada de decisões, direcione as devidas medidas a fim de cessar as queimadas e promover a conscientização da população por meio de campanhas e palestras. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo das queimadas, alcançando, assim, a utopia de More.