As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras
Enviada em 07/10/2024
A série “Cidade Invisível” retrata um enredo no qual garimpeiros ilegais desmatam e destroem áreas verdes que deveriam ser protegidas e preservadas. Nesse sentido, tal obra é crucial,já que expõe como as problemáticas ecossistêmicas são ignoradas pelas autoridades, o que se relaciona com as queimadas florestais brasileiras, que também são negligenciadas.Dessa forma, evidencia-se que a dificuldade de conter tais incêndios acontece em função da falta de investimento público e do interesse de latifundiários na persistência do impasse. Dentre tantos fatores, pode-se citar a negligência governamental e o agronegócio criminoso.
É lícito postular, a princípio, que a omissão estatal agrava tal revés. Sob esse viés, cita-se o “Contrato Social”, de Rousseau, no qual é obrigação do Estado garantir o bem-estar do povo, o que também envolve a conservação de seu habitat. Porém, no Brasil, identifica-se uma carência do governo mediante a ausência de práticas que estimulem a defesa e a preservação das florestas do país, como a Amazônia, que seguem sendo incendiadas pelos que buscam o lucro ilegalmente. Destarte, é notória a necessidade de projetos governamentais, para resolver tal obstáculo.
Além disso, cabe salientar que a agropecuária ilegal contribui para a continuidade do problema. Nesse âmbito, o documentário “Cowspiracy” é importante, pois ilustra, a partir da realidade das terras devastadas por fazendeiros criminosos, como essa atividade causa danos irreversíveis ao ecossistema, como o desflorestamento. Quanto a isso, percebe-se a relevância do combate desses crimes pautados no capital, de modo a enfraquecer os grandes causadores desses incêndios nas florestas. Dessa forma, é necessário mudar tal contexto.
Diante dos fatos supracitados, é preciso que tal problemática seja resolvida. Desse modo, o Ministério do Meio Ambiente, responsável pela proteção ambiental brasileira, deve proteger as áreas de danos ecossistêmicos, como os âmbitos florestais alvos de queimadas, por meio de políticas públicas que ofereçam brigadas de combustão e equipes de segurança ecológica,a fim de conter o acontecimento de tal impasse. Ademais, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente precisa fiscalizar as violações das normas ambientais. Só assim, o revés visto na série citada será combatido.