As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras
Enviada em 23/09/2024
Considerada por muitos especialistas como o pulmão do mundo devido à grande quantidade de gás oxigênio produzido por suas plantas, a Floresta Amazônica sofre com um problema que, infelizmente, vem cada vez mais se intensificando em número entre os biomas brasileiros: os incêndios florestais. Nesse sentido, convém analisar as principais causas e consequências desse triste fenômeno.
Inicialmente, é possível apontar a falta de fiscalização como um dos fatores que mais contribui para o aumento de incêndios nas matas brasileiras. Embora o Brasil possua uma lei a qual pune severamente quem ateie fogo em florestas, são poucos os fiscais de órgãos como o Sistema Nacional do Meio Ambiente (SISNAMA) fazendo vistoria nas vegetações dos biomas nacionais, cuja proteção contra queimadas depende diretamente da ação desses funcionários públicos.
Além disso, mais incêndios nas florestas brasileiras trazem como consequência mais problemas ambientais. Com a retirada da cobertura vegetal da Amazônia pelas queimadas, grande parte da quantidade de gás oxigênio antes produzida é perdida, além da emissão de poluentes agravantes do processo de aquecimento global, liberados pela combustão do fogo. Desta forma, fica claro como é bastante grave a questão incendiária, já que suas complicações decorrentes afetam não só o meio ambiente, mas também a vida das pessoas que vivem no Brasil.
Faz-se necessário, portanto, que o governo impeça que mais danos sejam causados à flora e à população brasileira por meio do estabelecimento de uma infraestrutura para vigiar os biomas do Brasil. Para tal, o SISNAMA criará concursos públicos para fiscais tendo enfoque em regiões cujo aumento no número de incêndios é mais expressivo, as quais serão patrulhadas com ajuda da Polícia Militar em postos de observação financiados pelo Ministério do Meio Ambiente, contando com drones, torres de vigia, câmeras, radares e outros equipamentos de alta tecnologia. Assim, as leis ambientais serão cumpridas e, consequentemente, o número de incêndios decairá ao invés de aumentar, mudança que preservará as riquezas naturais nacionais como a Floresta Amazônica, garantindo o funcionamento do pulmão do mundo, além da diminuição de impactos ao ambiente e ao povo.