As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras

Enviada em 21/09/2024

O cenário atual das queimadas nas florestas brasileiras, apesar de assustador, não é novo. Segundo o portal CNN, de 2000 a 2019, a área incendiada no Brasil foi de cerca de 18% do território brasileiro. Desse modo, cabe ressaltar que a concentração fundiária e a emissão desenfreada de poluentes constituem fatores essenciais na análise da problemática.

Primeiramente, é imprescindível destacar que as mudanças climáticas intensificam a problemática. O mundo, a partir da revolução industrial, passou por um grande aumento na emissão de gases poluentes, principalmente gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono e o metano, que contribuem para o aumento da temperatura global. Dessa forma, a ação antropológica, ao tornar o clima mais quente e seco, contribui para o início de foscos de incêndio. Logo, faz-se imperiosa a tomada de medidas que reduzam a emissão de poluentes.

Em segunda análise, cabe ressaltar a organização de terras como fator que potencializa o tema. Nesse viés, o século XVI, no Brasil, foi marcado pela divisão do território brasileiro em capitanias hereditárias, as quais foram distribuídas para uma pequena parcela populacional. Nesse contexto, apesar da distância temporal, as terras do Brasil continuam em posse de uma pequena parcela de indivíduos, os quais, por terem como objetivo o aumento do lucro, buscam expandir área disponível para o plantio e se aproveitam do atual cenário, onde as mudanças climáticas favorecem a incidência de incêndios, para desmatar, de maneira rápida e barata, locais que eles almejam realizar o plantio.

Portanto, se faz necessário que essa situação seja dissolvida. Para tanto, urge que o Ministério do Meio Ambiente crie o projeto “Minha Natureza, Minha Vida”, o qual consistirá na ministração de palestras em todas as escolas públicas, visando conscientizar os alunos sobre meios de diminuir a emissão de gases poluentes e a importância de cuidar do planeta. Esse projeto deverá contar com a presença de ambientalistas, com o objetivo de garantir que a veracidade das informações. Ademais, se faz fulcral que o Governo investigue as causas dos incêndios, garantindo que as causas sejam completamente naturais e, caso não, cabe ao mesmo penalizar os envolvidos.