As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras
Enviada em 14/10/2024
Segundo Mahatma Gandi, ativista indiano, “O futuro dependerá do que fizermos no presente”. Sob tal lógica, fundamenta-se a necessidade de não negligenciar a questão dos impasses para mitigar as queimadas brasileiras, visto que na percepção do autor, o progresso da nação está vinculada com as ações na atualidade. Dessa forma, esse cenário comprometedor precisa ser analisado, considerando: O descontrolado avanço do agronegócio e a ausência de políticas públicas sobre grandes biomas brasileiros.
Primeiramente, a constante degradação ambiental causada pelas práticas agrícolas que buscam apenas o lucro e a geração de renda contribui para o aumento das queimadas. Prova disso, o relatório anual do Desmatamento, feito pelo MapBiomas em 2021, comprova que o agronegócio é responsável por 97% do desmatamento no país. Desse modo, é notório que a superexploração do ambiente pelas atividades da agro-indústria tem como base técnicas não sustentáveis. Por exemplo: a queimada agrícola, que consiste em atear fogo em grandes áreas que serão utilizadas para a pastagem ou o plantio de lavouras. Dessa maneira, retirando toda a camada de vegetação e biodiversidade presente no Bioma, assim, afetando o equilíbrio ambiental assegurado pela Constituição Federal de 1988.
Além disso, a negligência governamental contribui diretamente para a incidência de queimadas. O geógrafo Milton Santos, em sua obra Cidadanias Mutiladas, aponta que a falta de ações governamentais eficazes perpétua desigualdades, e isso pode ser visto no contexto ambiental, onde a ausência de políticas públicas claras agrava as chamas. Haja visto, o aumento de 149% nas queimadas entre 2023 e 2024, segundo o INPE. Esse dado revela o descaso das autoridades em relação à preservação dos biomas, especialmente a Amazônia e o Cerrado, e reforça a necessidade de uma intervenção urgente.
Portanto, a omissão do Estado diante da questão ambiental coloca em risco a biodiversidade, tornando imprescindível, por parte do Ministério do Meio Ambiente a criação de políticas de preservação ambiental mais rigorosas, por meio de tecnologias de monitoramento, a fim de reduzir a ocorrência de queimadas e preservar a diversidade biologica e a qualidade de vida das futuras gerações.