As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras
Enviada em 25/09/2024
Em 2021, as Nações Unidas organizaram um dos maiores eventos preservação ambiental da história recente: a Conferência da ONU sobre biodiver-sidade, também conhecida como COP-15. Todavia, as crescentes queimadas nas florestas brasileiras mostra que o país desrespeita os objetivos propostos na convenção. Com efeito, para promover a preservação ambiental, há de se combater a irresponsabilidade social e a omissão estatal.
Diante desse cenário, a falta de consciência ambietal dos incendiários representa grave problema. Nesse viés, embora o artigo 225 da Carta Magna assegure o direi-to ecologicamente equilibrado, o Brasil ainda está distante de vivenciar tal realida-
de, principalmente por causa da omissão social. Esse problema é exemplificado pe-
los incêndios provocados, nos quais são usados um método por muitos fazendeiros, por exemplo, para queimar as folhas de seu terreito. Desse modo, é incoerente que a nação “verde” seja marcada pelo desrespeito e pela indiferença aos recursos do meio ambiente que orientam a cor da bandeira nacional.
Ademais, a inércia estatal motiva a perpetuação das queimadas. Nesse aspecto, Norberto Bobblio - expoente filósofo italiano - afirma que as autoridades devem não apenas ofertar benefícios da lei, e também garantir que a população usufrua em seu cotidiano. Sob essa lógica, a partir do raciocínio de Bobbio, o Estado precisa não só criar políticas públicas para a preservação das florestas brasileiras, mas também garantir que a sociedade vivencie na prática. Essa falta de iniciativa estatal é evidenciada pela carência de fiscalização nas áreas verdes, como guardas ambientais e drones, no qual são fundamentais pra evitar focos de queimadas feitas por humanos. Assim, é incoerente que o nação ainda conviva com o arcaico dilema da omissão estatal.
É urgente, portanto, que o Ministério do Meio Ambiente as escolas - responsáveis pela transformação - discutam a falta de consciência ambiental, por meio de pales- tras sobre os riscos da perpetuação das queimadas. Além disso, o governo deve aumentar fiscalização nas áreas verdes, por meio de guardas ambientais e drones.
Essas iniciativas terão a finalidade de solucionar os incêndios provocados e garan-tir que as propostas das Nações Unidas sejam, em breve, a realidade no Brasil.