As dificuldades para frear as crescentes queimadas nas florestas brasileiras
Enviada em 19/09/2025
O escritor Carlos Drummond de Andrade, em seu poema “No meio do caminho”, retrata os contratempos que o ser humano enfrenta ao longo da vida. Esse preceito é semelhante à luta diária contra as crescentes queimadas nas florestas brasileiras. Dessa maneira, a problemática se agrava não só pela ineficiência das políticas públicas, mas também pela falta de conscientização social, o que contribui para a manutenção de um cenário alarmante.
Diante disso, é possível afirmar que a falta de medidas governamentais agrava a ineficiência das políticas públicas. A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, garante a todos dignidade, igualdade e bem-estar. Assim, diante da baixa efetividade das ações estatais, as fiscalizações ambientais se mostram insuficientes para conter crimes como o desmatamento ilegal e o uso indiscriminado do fogo, tornando urgente a reformulação da postura estatal para garantir direitos e preservar os recursos naturais.
A falta de conscientização social contribui para a persistência do problema. Conforme a Constituição Federal de 1988, é dever do Estado promover o bem de todos, sem omissões. No entanto, muitas vezes a população agrava as queimadas ao não perceber os impactos de ações cotidianas, como o descarte inadequado de lixo e o uso irregular do fogo, perpetuando esse cenário caótico.
Portanto, é essencial a atuação conjunta do Estado e da sociedade para superar tais obstáculos. Assim, o Tribunal de Contas da União deve direcionar recursos que, por intermédio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), serão revertidos em programas de fiscalização e educação ambiental, por meio de campanhas midiáticas e monitoramento tecnológico, uma vez que tais medidas aumentam a eficácia da prevenção e reduzem os focos de incêndio, com o objetivo de preservar a biodiversidade e assegurar o equilíbrio ecológico. Dessa forma, será possível construir um Brasil mais justo e verdadeiramente democrático.