As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 02/07/2020

A crise do desemprego no Brasil atinge não só os experientes no mercado de trabalho, mas, também, os jovens que tentam incessantemente ingressá-lo. Dados coletados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), em 2017, mostram que menos de 30% dos jovens entre 18 e 24 anos conseguiram um emprego no mesmo ano. A falta de preparo emocional prévio pelas instituições escolares e a instabilidade no mercado de trabalho podem se destacar como causas dessa problemática.

Nas palavras do filósofo prussiano Immanuel Kant, “o homem é aquilo que a educação faz dele” podemos compreender a importância de habilidades sociais e emocionais na busca de emprego. Estudos sobre inteligência emocional, pelo coach Emerson Weslei Dias, apontam que ela responde por até 45% do sucesso obtido do ambiente de trabalho, logo, os institutos, seja a escola ou a universidade, devem se dedicar a trazer atividades para que haja o desenvolvimento de competências, tais como gerenciamento de estresse, autoexpressão, autopercepção, entre outras.

Com o avanço da tecnologia moderna e a busca por lucro excessivo, combinada com o atraso na atualizações nos métodos de ensino também tem influência na crise do emprego jovial. De acordo com a chefe da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (CEPAL), mais de 60% das crianças no ensino fundamental atual terão empregos que ainda não existem, portanto, é visível a importância na renovação da forma de ensino, e guiar o jovem atual sobre essas mudanças.

Para resolver a questão citada anteriormente, as autoridades, como o Ministério da Educação, devem promover, através de palestras e debates, a modernização do processo educativo, incluindo na base educacional de todas as escolas, sejam públicas ou privadas, matérias que auxiliem o aluno a evoluir emocionalmente e socialmente, e o faça entender o futuro da geração e suas tecnologias, a fim de prepará-lo melhor para o mercado de trabalho competitivo.