As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 29/06/2020
O século XIX permeou o surgimento de novas correntes científicas, como o Darwinismo, que revelava a ação da seleção natural no meio ambiente, buscando o desenvolvimento do ser por meio da adaptação. Nesse sentido, para uma nação superar as dificuldades é necessário o processo de adequação. Desse modo, lacunas na base educacional e a insuficiência de leis são fatores que contribuem para a manutenção das dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho.
Em primeiro plano, pode-se perceber como impasse à consolidação de uma solução a omissão das instituições de ensino em setores que abrangem além da teoria. De acordo com Vanderlei Raffi, CEO da HR Office, “Para o futuro, as habilidades serão muito mais importantes que o ‘pedigree’ do curso universitário”. Sob essa óptica, compreende-se a extrema importância de serem exploradas habilidades práticas na juventude, como a capacidade de manusear computadores, na formação acadêmica do indivíduo, visto que o saber fazer irá sobrepor-se diante do conhecimento teórico, no momento de ingressar o mercado de trabalho. Assim, não há como evoluir diante da irresponsabilidade dos setores competentes da sociedade.
Ademais, a inaplicabilidade legislativa é um fator determinante para persistência do problema. Conforme a Constituição Federal de 1988, está previsto no artigo quinto que todos possuem o direito ao trabalho formal. Contudo, o que se constata, na realidade brasileira, é um cenário de descaso pois, apesar deste privilégio estar assegurado na Carta Magna, as leis trabalhistas não estão adaptadas para garantir sua obtenção, suscitando o ingresso dos jovens no mercado trabalhista por meio da informalidade, a exemplo dos motoristas de aplicativo e a ausência da ação estatal nesse setor, demonstrando a insuficiência legislativa.
Portanto, só será possível superar os impasses supramencionados, com relação às dificuldades dos jovens de ingressarem no ramo de atividades trabalhistas, com a ação do Poder Público. Dessa forma, é necessário que o Ministério do Trabalho e o MEC ajam em parceria e realizem cursos profissionalizantes, além de incluir nas escolas a obrigatoriedade da inclusão de aulas práticas no currículo de todas as disciplinas, por meio da escola em tempo integral, em que o aluno terá a base teórica no período da manhã e desenvolverá essas habilidades de tarde. Feito isso, será possível ampliar possibilidades destinadas à juventude e criar uma nova estrutura educacional, para, assim, verdadeiramente capacitar os cidadãos e inseri-los no mercado de trabalho.