As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho

Enviada em 04/09/2019

É triste o atual cenário do jovem ao tentar ingressar no mercado de trabalho. Hoje, é possível notar uma falha no sistema educacional do Brasil que, visando somente o ingresso dos jovens nas universidades, não os prepara para o mundo real, contribuindo para a polarização do mercado, e, consequentemente, o aumento das taxas de desemprego do país, bem como as de empregos informais.

Tal fragmentação do mercado resulta em uma divisão entre profissionais com alta qualificação e trabalhadores menos qualificados, acentuando a desigualdade preexistente na sociedade brasileira. Tentar equiparar profissionais com anos de experiência a jovens recém saídos do ensino médio é um fator crucial que acarreta no aumento das taxas de recessão dos mais novos, tendo em vista que o saber empírico se sobressai aos demais em uma entrevista de emprego.

Além disso, com enormes dificuldades em conseguir empregos, os jovens estão se submetendo ao trabalho informal cada vez mais, onde não dispõem plenamente de seus direitos trabalhistas. De acordo com o relatório publicado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) mais de 61% da população empregada no mundo está na economia informal, enfatizando que a transição para a economia formal é essencial para garantir proteção social e condições de trabalho decente.

Portanto, é notória a necessidade de mudanças para alterar esse cenário. O governo federal, através do Ministério da Educação e Secretarias estaduais e municipais deveria oferecer, em todas as redes de ensino básico, mais precisamente no período do ensino médio, oficinas preparatórias para o mercado de trabalho e cursos livres para melhorar a qualificação de tais indivíduos. Deveriam também, como medida secundária, estabelecer um piso mínimo de vagas de empregos formais e estágios para jovens, investindo, assim, em um futuro mais promissor não somente para o jovem, como também para toda a nação.