As dificuldades dos jovens de ingressarem no mercado de trabalho
Enviada em 14/05/2019
No período do Estado Novo, o presidente Getúlio Vargas promoveu a Consolidação das Leis de Trabalho (CIT), na qual estabelecia os direitos trabalhistas como salário mínimo, férias anuais, previdência social entre outros. No entanto, por mais benéfico que foi essa colocação, atualmente, ocorre à diminuição dos jovens no mercado de trabalho. Nesse sentido,é necessário analisar a influência da revolução tecnológica no desemprego e a excludência do mercado de trabalho que está intrinsecamente ligado ao preconceito.
É importante ressaltar, em primeiro plano, a contínua mudança no mercado de trabalho após a Revolução Tecnológica, em que possibilitou alterações na forma de contratação, visto que, ocorreu a ascensão na busca por mão de obra mais qualificada. Nessa perspectiva, os jovens ao tentarem uma colocação no âmbito comercial encontram dificuldades, já que nem todos possuem meios para obterem uma especialização a partir de cursos profissionalizantes, mas, além disso, àquele que possuem condições encontram dificuldade de acompanhar o mercado de trabalho devido a constante mudança, pois segundo Zigmunt Bauman, a sociedade está passando por uma Modernidade Líquida, ou seja, interruptiva transformação, nisso incluem-se o mercado. Dessa forma, nota-se que após da introdução da tecnologia se faz necessário investimentos na profissionalização dos jovens.
Cabe mencionar, em segundo plano, a imposição de estereótipos sobre os indivíduos recém introduzidos no mercado de trabalho. Nesse âmbito, vale ressaltar a Conferência Internacional de Trabalho que, em 1998, promoveu a Declaração sobre os Princípios e Direitos Fundamentais, em que objetivou a eliminação da discriminação, sendo as principais os preconceitos étnico,religioso,racial entre outros. Entretanto, mesmo com essa estipulação nota-se que a inserção dos jovens está cada vez mais dificultosa, visto que, segundo o Instituto de Pesquisas Econômica Aplicada, o desemprego atinge -os três vezes mais. Dessa modo, são atingidos não apenas pelo estereótipo de inexperiência em decorrência da idade, mas também a preconceitos já estabelecidos no meio de trabalho.
Infere-se, portanto, que o Estado tome providência para minimizar o quadro atual. Para a inserção dos jovens no mercado de trabalho, urge que o Ministério do Trabalho e Empresa (MTE) crie, por meio de verbas governamentais, métodos para a profissionalização dos jovens, podendo associar-se ao SENAI, com o propósito de disponibilizar os cursos para especialização. Além disso, visando o mesmo objetivo, o MTE com o Poder Legislativo poderá sancionar uma lei para as empresas sobre a contratação dos jovens para proporcionar experiência. Dessa forma, será possível mitigar o desemprego na esfera jovem e melhorar a dinâmica de trabalho no país.