As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 19/04/2022

Desde a Primavera Árabe, em 2011, a Síria vive uma guerra civil extremamente violenta, sendo o país que mais gerou refugiados no mundo. Nessa perspectiva, observa-se que as pessoas que buscam asilo em outros países (refugiados) não são bem recebidos nem pelo governo nem habitantes naturais do local. Sendo assim, visto que tal precariedade no acolhimento forma um ambiente patológico, torna-se crucial analisar as causas e consequências do problema.

A princípio, é imperioso notar que a negligência do Estado quanto a aplicação das leis em favor dos refugiados potencializa a dificuldade no acolhimento dessas pessoas. Para Thomas Jefferson- terceiro presidente dos Estados Unidos e principal autor da declaração de independência do país- a aplicação das leis é mais importante que sua elaboração, sendo assim, visto que grande parte dos países não seguem essa premissa, fazem-se nescessárias medidas capazes de reverter a situação de baixa acolhida aos refugiados.

Como consequência desse cenário, tem-se uma “explosão demográfica” nos países que abrigam os refugiados e, por falta de infraestrutura no local, o acesso à saúde, à segurança e à educação ficam comprometidos,gerando, por fim, o aumento da criminalidade. Forma-se assim um fato social patológico que, segundo Émile Durkheim, sociólogo francês, rompe toda a harmonia social, visto que um sistema corrompido não favoresse o progresso coletivo.

Em suma, é de fundamental importância que haja uma melhoria no acolhimento dos cidadãos que saem dos seus países em busca de ambientes mais seguros. Dessarte, a fim de criar um mondo mais seguro e estável para aqueles que mais precisam, o governo deve - por meio de verba pública - melhorar a infraestrutura de locais que comportam maior número de refugiados, para aumentar suas qualidades de vida. Além disso, deve-se pôr em prática programas de reassentamento e repartição voluntária.