As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 28/03/2022

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos- promulgada em 1948 pela ONU (Organização das Nações Unidas)- é direito de todos os cidadãos, sem qualquer distinção, o bem estar. Contudo, o cenário mundial visto pela questão dos refugiados na realidade contemporânea impede que isso aconteça na prática, devido, não só a falta de infraestrutura e apoio dos governos, como também a xenofobia praticada pelos residentes das áreas de destino.

A priori, pode-se destacar que a ONU já considera a crise dos refugiados como a crise humanitária mais intensa do século. Dados de 2016 levantados por esta organização, indicavam que ¾ da população síria necessitavam de ajuda humanitária por estarem em condição de refugiado. As consequências, em geral, são sentidas nos países que abrigam esses grupos, que recebem uma leva repentina e grande de fluxo migratório sem terem infraestrutura, o que acaba gerando um fenômeno conhecido como “explosão demográfica”, que afeta diretamente a economia e as relações sociais. Essa problemática tende a manter-se se não houver esforços conjuntos dos governos, da iniciativa privada, de ONGs e até mesmo da população.

Ademais, além dos problemas mencionados anteriormente, os refugiados também são alvo da xenofobia praticada pelos residentes das áreas de destino. Alguns nativos acreditam que os imigrantes são responsáveis pelo desemprego, criminalidade e outros problemas sociais do país. Além disso, foi criada a Lei 9459, de 13 de maio de 1997, que pune os crimes resultantes de discriminação ou preconceito, no entanto, o imigrante ainda tem dificuldade de exigir seus direitos, por falta de informação, dificuldade com a língua e até por questões culturais.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Posto isso, cabe a ONU, através de verbas intergovernamentais, criar um amplo projeto que prepare e dê mais assistência aos países que tenham condições de abrigar esses grupos e garantir os direitos mínimos à vida, como moradia, saúde, alimentação, educação. A partir dessas ações, espera-se que os direitos dessas pessoas sejam respeitados.