As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 25/03/2022
No ano de 2015, a crise dos refugiados na Europa chegou em seu pior momento, com o número de pessoas procurando asilo chegando a um nivel sem precedentes. Tal evento alarmou o planeta sobre os problemas de receber imigrantes de países, pois, mesmo com a deslocação sendo um direito humano de todos, a integração mal-executada pode causar problemas sociais e econômicos massivos. Entretanto, a aceitação dessa população não só é um dever internacional como pode melhorar economias em declínio pela falta de mão de obra para trabalhar.
Primeiramente, deve-se analisar os efeitos de uma migração mal planejada. Podemos exemplificar isso com a formação do estado de Israel, gerado após o fim do Holocausto. Enquanto uma nação judia foi aceita pela população semita refugiada, a falta de aceitação da população árabe gerou conflitos que duram até a atualidade. Isso demonstra que uma população nativa despreparada para este evento pode causar conflitos étnicos em grandes proporções, tanto pela xenofobia quanto pelo medo dos problemas econômicos, como a perda de empregos, que este movimento populacional pode causar.
Por outro prisma, uma integração justa, tanto no âmbito social quanto econômico pode incentivar economias que estão passando por problemas de envelhecimento da população. A vinda de refugiados para países com população de terceira idade elevada pode consertar os problemas de falta de trabalhadores que estas nações sofrem. A Alemanha, por exemplo, viu a crise na Europa como uma oportunidade, pois incorporou a leva de refugiados africanos e árabes, suavizando o crescente problema que uma população envelhecida causa.
Sendo assim, enquanto os problemas sociais causados pelo acolhimento a refugiados pode ser intenso, o bônus econômico deve ser analisado. Portanto, a mídia -principal influenciador do públic- deve incentivar séries e propagandas por meio da televisão e noticiários que enfatize o acolhimento dos imigrantes, a fim de melhorar a mentalidade pública em relação a eles. Além disso, a ONU deve, por meio de programas de trabalho e universitários, incentivar a integração econômica e social destas populações, a fim de promover a incorporação deles na sociedade. Assim, os erros da recente crise na Europa podem ser evitados.