As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 06/05/2022
Os livros de história são banhados por guerras políticas, religiosas e territoriais em todo o planeta, tais como: as invasões barbaras na Roma, a disputa territorial entre Rússia e Ucrânia ou até mesmo os conflitos civis durante a ditadura militar em 1964, no Brasil. No entanto, o denominador comum entre todos esses conflitos é o êxodo de pessoas, o que torna o acolhimento de refugiados um problema cada vez mais aparente. Isso descobre não só do preconceito sofrido por essas pessoas, mas também da ineficiência dos órgãos governamentais.
Sob essa perspectiva, é indispensável debater acerca da discriminação sofrida pelos refugiados. Com efeito, termo xenofobia provém do conceito grego composto por xenos (“estrangeiro”) e phóbos (“medo”), desse modo, faz referência à rejeição em relação aos estrangeiros. Nesse sentido, o choque cultural entre os refugiados e os nativos de uma determinada região evidencia a intolerância e a marginalização sofrida por essa parcela da sociedade. Assim, em função do preconceito, muitos estrangeiros não conseguem se conectar com o território destinado, sendo segregados e privados de recursos básicos como: saúde pública, educação de qualidade, segurança e, principalmente, oportunidades de emprego.
Além disso, a negligência governamental é um importante catalisador para essa problemática. De acordo com a filósofa Hannah Arendt, “o pior mal é aquele visto como corriqueiro e cotidiano”. Com isso, a ineficiência de políticas públicas no acolhimento e inserção dos refugiados, dificulta, ainda mais, a vida dessas pessoas, que se submetem a qualquer situação, a fim de garantir um espaço na sociedade. Diante disso, é comum, infelizmente, encontrar estrangeiros trabalhando na informalidade, sob trabalhos exaustivos e exploratórios, apenas por falta de políticas públicas e visibilidade em relação a essa população.
Portanto, urge que a mídia forneça voz aos refugiados, por meio de entrevistas ao vivo e nas redes sociais — com pessoas que representem esses grupos sociais — a respeito das obstáculos enfrentados e denúncias públicas ao problema, de modo a conscientizar a sociedade e mobilizar ações públicas para mitigar a problemática. Para que, feito isso, as dificuldades do acolhimento de refugiados sejam apenas fatos relatados nos livros de história e não uma realidade contemporânea.